AGRONEGÓCIO

Avanços no Melhoramento Genético: Equipe do PMGZ Visita Propriedades do Grupo Tab G4 em São Paulo

Publicado em

As atividades do PMGZ (Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos) estão em pleno andamento, com a equipe da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) visitando as propriedades do grupo Tab G4. Os criatórios Tabapuã do Córrego, Tabapuã TJG e Tabapuã TRO foram os focos das recentes inspeções, que tiveram como objetivo avaliar o progresso genético dos rebanhos.

“Com mais de 1.500 fêmeas envolvidas no PMGZ, as visitas às fazendas Córrego da Santa Cecília, Paturi e Porto Seguro foram uma oportunidade para demonstrar na prática as tendências genéticas da raça Tabapuã e apresentar as mais recentes avaliações genéticas e fenotípicas”, afirma Ricardo Abreu, Gerente de Fomento dos Programas de Melhoramento Genético da ABCZ.

Acompanhados por Henrique Torres Ventura, Superintendente Técnico Adjunto de Melhoramento Genético da ABCZ, e Fernando Garcia, Técnico de Campo da entidade, as visitas proporcionaram uma análise detalhada do trabalho desenvolvido pelos produtores.

Para os responsáveis pelas propriedades, as visitas técnicas do PMGZ foram extremamente enriquecedoras. Rodolpho Ortenblad, do Tabapuã do Córrego, destacou a importância de compreender as aplicações práticas da genômica. “Foi esclarecedor entender como a genômica se traduz em ferramentas e dados, como as DEPs (Diferenças Esperadas na Progênie), e como isso pode ser aplicado ao nosso trabalho diário”, comentou.

Leia Também:  Alunos de Direito aprofundam conhecimentos em visita à Delegacia de Jaciara

Sérgio Germano, do Tabapuã TJG, ressaltou a relevância da troca de experiências entre a ABCZ e os produtores. “Essas visitas são fundamentais para aprimorar nosso conhecimento sobre o melhoramento genético. É crucial entender o impacto de cada DEP e como utilizar essas informações para melhorar nossos rebanhos e acompanhar as inovações tecnológicas”, afirmou.

Paulo Ortenblad, do Tabapuã TRO, também expressou sua satisfação com as visitas. “Os dois dias foram extremamente produtivos. Apresentamos nosso trabalho de seleção e melhoramento genético e recebemos informações valiosas da equipe da ABCZ. Agradecemos ao Ricardo, Henrique e Fernando pela organização e acompanhamento do evento”, concluiu.

Além das visitas, o grupo Tab G4 participa ativamente do PNAT (Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens), colaborando com o fornecimento de sêmen para testes de progênie.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

Published

on

A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

Leia Também:  Brasil deve adotar "passaporte verde" no agronegócio até 2026: exigências ambientais vão redefinir exportações

No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

Leia Também:  Brasil deve manter a 4ª posição dentre os 10 maiores produtores do mundo

A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA