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Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 31 bilhões de janeiro até segunda semana de maio

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A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgou os resultados da balança comercial até a segunda semana de maio de 2024. Nesse período, o Brasil registrou um superávit de US$ 1,7 bilhão, com um volume total de comércio de US$ 12,7 bilhões, impulsionado por exportações no valor de US$ 7,2 bilhões e importações de US$ 5,4 bilhões.

Desempenho Mensal e Anual

No acumulado do mês, as exportações alcançaram US$ 11,2 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 8 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 3,2 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 19 bilhões. Já no acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 120 bilhões e as importações atingem US$ 89,1 bilhões, resultando em um superávit de US$ 31 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 209 bilhões.

Comparativo Mensal

Comparando as médias até a segunda semana de maio de 2024 com o mesmo período de 2023, observa-se um crescimento de 8,2% nas exportações e de 16,5% nas importações. A média diária da corrente de comércio atingiu US$ 2,7 bilhões, com um saldo médio diário de US$ 457 milhões, representando um aumento de 11,5% em relação ao ano anterior.

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Desempenho por Setor e Produtos

No que diz respeito ao desempenho setorial, destacam-se os seguintes resultados: crescimento de US$ 11,4 bilhões (2,7%) na Agropecuária; queda de US$ 5,8 bilhões (-1,9%) na Indústria Extrativa; e crescimento de US$ 118 milhões (15,8%) nos produtos da Indústria de Transformação. Nas importações, os setores apresentaram crescimentos significativos, com destaque para a Agropecuária (64,2%), Indústria Extrativa (70,6%) e Indústria de Transformação (11,7%).

Balança Comercial Preliminar Parcial – 2º semana de maio/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

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O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

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A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

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A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

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