AGRONEGÓCIO

Chuvas intensas no Rio Grande do Sul afetam a economia e podem aumentar preços dos alimentos

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As chuvas intensas no Rio Grande do Sul têm causado uma crise humanitária e econômica de proporções assustadoras. Com dezenas de mortes e um cenário de destruição generalizada, milhares de pessoas estão desabrigadas, e muitos animais também foram afetados. Enquanto as equipes de resgate e assistência humanitária trabalham para salvar vidas e restabelecer a normalidade, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) alerta para as consequências econômicas dessa catástrofe, que podem se espalhar pelo Brasil.

A FecomercioSP prevê perdas em todos os setores da economia, o que deve resultar em um aumento de custos para os consumidores, especialmente nos preços dos alimentos. O comércio, os serviços, a indústria e o agronegócio serão impactados por essa tragédia, cuja verdadeira dimensão ainda é incerta.

Produtos Mais Afetados

O arroz e os produtos lácteos estão entre os itens que podem sofrer aumento de preço. O Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil, mas as chuvas podem ter comprometido parte dos estoques e também a safra restante. Além disso, a logística do transporte pode ser afetada devido às condições das rodovias.

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Na produção de leite, a perda de vacas, a destruição de pastos e a ingestão de água contaminada pelos animais podem levar a uma diminuição na produção. A cadeia de frutas da região, como uva, pêssego e maçã, também deve ser prejudicada pelas estradas interditadas, impedindo o transporte de mercadorias.

As hortaliças também enfrentarão dificuldades, com a possível falta de estoques nos estabelecimentos por algumas semanas. A paralisação de indústrias locais, para dar apoio às famílias ou por outros motivos relacionados às chuvas, pode levar à falta de suprimentos para diversas outras indústrias.

No setor de turismo, o impacto também é significativo. O Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, ficará fechado até o final do mês, causando cancelamentos de voos e afetando o movimento de passageiros em todo o país. Este aeroporto representa 3% do tráfego aéreo nacional, sendo que, em maio do ano passado, cerca de 540 mil pessoas passaram por ele.

Impacto Econômico

A tragédia no Rio Grande do Sul pode ter um impacto ainda maior do que a tragédia de Brumadinho, que em 2019 causou uma queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Se os danos no estado forem tão graves quanto se prevê, o PIB nacional pode ser afetado de maneira mais significativa, sem mencionar o impacto devastador para a economia e para a população do Rio Grande do Sul.

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A FecomercioSP se solidariza com as vítimas da tragédia no Rio Grande do Sul e está em diálogo com diversas instâncias para ajudar na reconstrução do estado. Neste momento, o foco está em salvar vidas e apoiar os necessitados, mas o impacto econômico certamente será uma questão urgente nos próximos dias e semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

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A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

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A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

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A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

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