AGRONEGÓCIO

ConectarAGRO e AgNest Estabelecem Aliança para Impulsionar a Conectividade no Agronegócio

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A ConectarAGRO formalizou uma parceria estratégica com o AgNest, uma iniciativa da Embrapa que se destaca como um dos principais agentes no ecossistema de inovação do agronegócio. Com o conceito de “Living Lab”, o AgNest oferece um ambiente propício para a realização de provas de conceito, cocriação e validação de tecnologias agrícolas de maneira integrada e colaborativa. Suas atividades estão organizadas em oito verticais temáticas, que incluem Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e sistemas de produção sustentáveis, todas com foco na promoção da agricultura digital.

A assinatura do contrato ocorreu na semana passada, durante um evento voltado a empresas associadas e parceiros da ConectarAGRO, com a presença de representantes de ambas as instituições, que firmaram o compromisso de atuar em conjunto para avançar a conectividade no agronegócio brasileiro.

Segundo Paula Packer, Chefe Geral da Embrapa Meio Ambiente e Presidente do Conselho Gestor do AgNest, “o AgNest se posiciona como um ator que pavimenta o futuro da agricultura, trabalhando em verticais que sustentam sua missão de viabilizar, de forma holística, a agricultura digital e sustentável. A iniciativa surgiu em 2016, mas começou a se concretizar dentro da Embrapa em 2019, fundamentada nos princípios de cooperação, cocriação e companheirismo. Durante a validação desse ecossistema único, as empresas do conselho gestor apostaram no modelo de parceria público-privada, e a Impactability também se envolveu, assumindo a gestão operacional do AgNest. Atualmente, a fluidez do processo envolve diferentes atores, como o ConectarAGRO, que compartilha a visão de que uma agricultura multifacetada se sustenta pela inovação.”

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A ConectarAGRO, que visa promover a conectividade nas áreas rurais do Brasil, firmou com o AgNest uma série de compromissos focados na inovação e na disseminação de tecnologias no campo. Dentre as principais iniciativas previstas, destacam-se treinamentos, workshops e palestras gratuitas, além da promoção do AgNest como centro de avaliação tecnológica para soluções de conectividade rural. Em contrapartida, o AgNest se compromete a compartilhar sua expertise em indicadores de conectividade, potencializando a digitalização no campo e reforçando o papel da ConectarAGRO nessa transformação.

Paola Campiello, presidente da ConectarAGRO, ressaltou: “Esta parceria marca um passo importante na nossa missão de levar conectividade e inovação ao campo. Ao unir a expertise da ConectarAGRO com o know-how tecnológico do AgNest, estamos fortalecendo o ecossistema agrícola e abrindo novas oportunidades para que o agronegócio brasileiro se torne ainda mais competitivo e produtivo, adotando ferramentas digitais. Juntos, poderemos acelerar a adoção de soluções tecnológicas e capacitar o produtor rural por meio da inclusão digital.”

A colaboração entre a ConectarAGRO e o AgNest reforça a importância da conectividade como um elemento essencial para soluções digitais no agronegócio, celebrando a união de esforços para modernizar o setor. Essa aliança representa um avanço significativo na construção de um ecossistema agrícola mais tecnológico e sustentável, promovendo inovação e fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro.

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Glaico Gundim, CEO da Impactability, empresa gestora operacional do AgNest, afirmou: “Acreditamos que a conectividade no campo não é apenas importante; é essencial para o crescimento sustentável do agronegócio brasileiro. A iniciativa da ConectarAGRO mede e demonstra a relevância da conectividade no agro, alinhando-se perfeitamente aos projetos do AgNest, o Farm Lab, onde a agricultura digital se torna sustentável. Portanto, essa parceria institucional é totalmente sensata, pois buscamos unir nossas capacidades, processos e áreas de cultivo, orientando a inovação sob a perspectiva do produtor rural. Reconhecemos que a ConectarAGRO também tem muito a contribuir com o crescimento do AgNest.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Milho pode perder o equivalente a 87 quilos de ureia por hectare

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Um estudo realizado durante duas safras de milho na Argentina mostrou que o uso de um inibidor de urease pode reduzir pela metade, ou até mais, a quantidade de nitrogênio perdida para a atmosfera depois da adubação. Nos ensaios, a ureia convencional perdeu até 20% do nutriente aplicado, enquanto a tratada com o inibidor limitou as perdas a, no máximo, 7%.

O trabalho foi conduzido em campo pelo Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (Inta), na região argentina de Paraná, nas temporadas 2024/25 e 2025/26. O objetivo era comparar o comportamento da ureia comum com o de uma formulação tratada para retardar a volatilização de amônia.

A volatilização ocorre quando parte do nitrogênio presente na ureia se transforma em amônia e escapa para a atmosfera. Isso significa que uma parcela do fertilizante comprado, transportado e distribuído na lavoura deixa de estar disponível para as raízes do milho.

A urease é uma enzima naturalmente presente no solo e responsável por acelerar a transformação da ureia. O inibidor desacelera esse processo durante alguns dias, ampliando a possibilidade de o fertilizante ser incorporado ao solo pela chuva e reduzindo sua exposição na superfície.

Para fazer a comparação, os pesquisadores aplicaram doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de manter uma área sem adubação. As aplicações foram realizadas após chuvas de 24 a 39 milímetros, quando o solo ainda estava úmido e apresentava condições favoráveis à volatilização. As perdas foram acompanhadas nos dias seguintes.

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A maior liberação de amônia pela ureia convencional ocorreu entre o segundo e o terceiro dia depois da aplicação. Na safra 2024/25, entre 14% e 15% do nitrogênio aplicado com essa fonte foi perdido. Com o inibidor, o índice caiu para uma faixa de 6% a 7%.

Na temporada 2025/26, a diferença aumentou. A ureia convencional perdeu entre 13% e 20% do nitrogênio, enquanto a formulação tratada ficou entre 5% e 6%. Os resultados mostram que o inibidor não elimina a volatilização, mas reduz de maneira significativa o volume desperdiçado em situações de maior risco.

Na prática, o prejuízo pode ser expressivo. Em uma adubação de 200 quilos de nitrogênio por hectare, uma perda de 20% representa 40 quilos do nutriente. Como a ureia contém aproximadamente 46% de nitrogênio, isso equivale a cerca de 87 quilos do fertilizante por hectare.

Com o inibidor, a perda observada na mesma dose corresponderia a aproximadamente 22 a 30 quilos de ureia por hectare. Na maior diferença registrada pelo estudo, o tratamento preservou o equivalente a cerca de 65 quilos de ureia em cada hectare.

Se a tonelada do fertilizante custar R$ 3 mil, apenas para ilustrar o tamanho econômico do problema, a perda máxima identificada no estudo corresponderia a R$ 261 por hectare. Em uma lavoura de mil hectares, o desperdício chegaria a R$ 261 mil. O uso do inibidor poderia preservar até R$ 196 mil desse valor, antes de descontar o custo adicional do tratamento.

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O estudo, entretanto, não encontrou diferença estatística de produtividade entre a ureia convencional e a tratada. Os rendimentos variaram de 5.277 a 11.915 quilos de milho por hectare e responderam principalmente à quantidade de nitrogênio aplicada.

Isso significa que conservar mais nitrogênio no solo não garante, isoladamente, uma colheita maior. A resposta do milho também depende da disponibilidade de água, da fertilidade, do potencial da lavoura e do equilíbrio com os demais nutrientes. O benefício imediato demonstrado pela pesquisa foi a redução do desperdício, e não um aumento comprovado da produtividade.

Os resultados também não significam que o inibidor será economicamente vantajoso em todas as aplicações. A decisão depende da diferença de preço entre as duas fontes, do risco de volatilização, das condições do solo e da possibilidade de chuva suficiente para incorporar a ureia depois da adubação.

Embora tenha sido realizado na Argentina, o estudo ajuda a dimensionar um problema enfrentado pelos produtores brasileiros. Ele mostra que, sob condições favoráveis à volatilização, o prejuízo não está apenas na eventual perda de rendimento da lavoura, mas no fertilizante pago pelo produtor que desaparece antes de cumprir sua função.

Fonte: Pensar Agro

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