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De Volta ao Campo: Empresário Troca Cidade por Queijaria

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Carlos Henrique Lamim, um empresário que trocou o dinamismo urbano pela tranquilidade do campo, vive uma verdadeira jornada de volta às suas raízes. Natural de Virgínia, no Sul de Minas Gerais, Lamim deixou a roça para buscar sucesso em grandes cidades, mas encontrou sua verdadeira vocação ao retornar à sua terra natal para se tornar um queijeiro.

A trajetória de Lamim começou em uma família humilde. Aos 13 anos, seu pai mudou-se em busca de melhores condições de vida, levando a família para diversas cidades como São José dos Campos, Santos, Curitiba e São Paulo. Apesar de ter experimentado várias profissões, de motoboy a trabalhador em uma grande cervejaria e em diversos outros setores, o desejo de encontrar um propósito duradouro o acompanhava.

Em 1998, o pai de Lamim retornou a Virgínia e recomeçou a produção de queijo. Inspirado por essa decisão, Carlos Henrique percebeu que seu caminho estava em voltar ao campo. Propôs à sua esposa, Paula Lamim, que seguisse os passos do pai e abrisse uma queijaria em Virgínia. Com Paula deixando seu emprego de bancária e o apoio de seu pai, que lhe entregou suas vacas, Lamim fundou o Rancho Maranata.

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Desde então, Lamim tem se destacado no ramo da queijaria artesanal, conquistando diversos prêmios e até presenteando o presidente francês, Emmanuel Macron, com seu queijo. Produzindo o renomado queijo da Mantiqueira de Minas, semelhante ao parmesão, além de queijo tipo suíço e doce de leite artesanal, Lamim mantém uma produção familiar e de alta qualidade, com cerca de 550 litros de queijo por dia.

O suporte da Emater-MG tem sido crucial para Lamim, oferecendo assistência técnica contínua e garantindo que os desafios do passado não se repitam. “Meu pai enfrentou muitas dificuldades e perdia muito queijo. Hoje, conseguimos ter qualidade de vida com a produção de queijo e meu pai, embora tenha falecido há dois anos, viu nosso sucesso. A Emater é como um técnico que está sempre presente, resolvendo problemas rapidamente”, afirma Lamim.

Com uma visão renovada sobre sucesso e felicidade, Lamim encontrou na vida rural um verdadeiro significado para seu trabalho e sua família. “Aqui, o consumismo das cidades é deixado de lado. Vivemos com menos expectativas e valorizamos o presente. Para mim, sucesso é trabalhar ao lado da minha família e sou profundamente grato por essa oportunidade”, conclui.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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