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Dólar avança e toca R$ 5,73 com projeções de inflação no limite da meta e economia chinesa em foco

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Na última sexta-feira, o dólar registrou uma alta de 0,68%, sendo cotado a R$ 5,6983, enquanto o principal índice de ações da B3, o Ibovespa, caiu 0,22%, fechando aos 130.499 pontos.

Nesta segunda-feira (21), o dólar opera em alta, atingindo R$ 5,73, após o Banco Central do Brasil divulgar o Boletim Focus, que revisou para cima as expectativas de inflação, estimando 4,5% para o ano, exatamente no limite da meta estabelecida. O documento, que reúne projeções de economistas para os principais indicadores econômicos do país, influenciou o mercado financeiro logo nas primeiras horas de negociação.

Outro fator que movimenta o mercado é a economia chinesa. O Banco Popular da China reduziu, mais uma vez, as taxas de juros em uma tentativa de impulsionar o crescimento econômico. A China busca atingir a meta de 5% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, enfrentando desafios significativos.

Além disso, a semana será marcada pela divulgação de dados preliminares da inflação no Brasil e indicadores de atividade econômica dos Estados Unidos, além dos balanços financeiros de grandes empresas de tecnologia. No cenário internacional, destaque também para o evento semestral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que reúne lideranças políticas e econômicas globais para debater temas atuais.

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Cotação do dólar e Ibovespa

Às 09h30, o dólar subia 0,39%, sendo cotado a R$ 5,7206, com a máxima do dia registrada em R$ 5,7311. Na última sexta-feira (18), a moeda norte-americana já havia avançado 0,68%, alcançando R$ 5,6983. No acumulado da semana, o dólar registrou uma alta de 1,49%, com crescimento de 4,62% no mês e ganho expressivo de 17,43% no ano.

O Ibovespa, que inicia suas operações às 10h, também apresenta variações. Na sexta-feira, o índice recuou 0,22%, fechando aos 130.499 pontos. No acumulado, a alta da semana foi de 0,39%, porém, o índice acumula queda de 1% no mês e recuo de 2,75% no ano.

Fatores que influenciam o mercado

O Boletim Focus desta semana trouxe uma revisão nas projeções de inflação para 2024, elevando a estimativa para 4,50%, uma aceleração significativa frente aos 4,39% projetados anteriormente. Este é o terceiro aumento consecutivo nas expectativas inflacionárias. A meta de inflação para o ano, definida pelo Banco Central, é de 3%, com uma margem de variação entre 1,50% e 4,50%. Caso as previsões se confirmem, a inflação deverá encerrar o ano no limite da meta.

Além disso, o Boletim Focus apresentou uma revisão para o crescimento do PIB brasileiro, que agora é estimado em 3,05% para o ano. A taxa de câmbio projetada para o fim de 2024 foi ajustada para R$ 5,42, enquanto a Selic, taxa básica de juros da economia, deve encerrar o ano em 11,75% ao ano, permanecendo inalterada em relação à previsão anterior.

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No cenário internacional, o Banco Popular da China (PBoC) reduziu suas taxas de juros na tentativa de reverter a desaceleração econômica do país. O crescimento da segunda maior economia do mundo foi de 4,6% no segundo trimestre, uma leve queda em comparação com o primeiro trimestre, que registrou 4,7%. Para tentar impulsionar a economia, o PBoC cortou a taxa básica de juros (LPR) em 0,25 ponto percentual, além de sinalizar possíveis cortes adicionais nas reservas obrigatórias dos bancos comerciais.

Analistas da XP Investimentos destacaram que o governo chinês introduziu recentemente medidas para aliviar o peso financeiro sobre os proprietários de imóveis, buscando restaurar a confiança do público e estimular o setor imobiliário. Desde setembro, o país tem adotado as políticas de estímulo mais agressivas desde a pandemia, visando apoiar o setor imobiliário e aumentar o consumo. Contudo, a recuperação econômica chinesa segue lenta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de proteínas animais disparam em maio e carne de frango lidera avanço brasileiro

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As exportações brasileiras de proteínas animais seguem aquecidas em maio de 2026, reforçando o protagonismo do agronegócio nacional no comércio global de alimentos. Dados divulgados pela Secex apontam avanço consistente nos embarques de carne de frango e carne suína, com destaque para o desempenho do setor avícola, que lidera em volume e faturamento.

O cenário positivo reflete a forte demanda internacional pelas proteínas brasileiras, favorecida pela competitividade dos produtos nacionais e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Carne de frango lidera exportações brasileiras de proteínas

A carne de frango manteve a liderança entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil neste mês. Segundo os dados da Secex, os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis frescas, refrigeradas ou congeladas somaram 238,3 mil toneladas até a segunda semana de maio.

A receita acumulada alcançou US$ 450,4 milhões no período, com média diária de US$ 45 milhões. O volume médio exportado ficou em 23,8 mil toneladas por dia útil.

Além do elevado ritmo de embarques, o setor avícola brasileiro manteve forte competitividade internacional. O preço médio da proteína exportada foi de US$ 1.889,9 por tonelada, consolidando o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

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O desempenho positivo ocorre em meio ao aumento da demanda internacional por proteínas de menor custo e ao fortalecimento das exportações brasileiras para mercados da Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Carne suína mantém crescimento nas vendas externas

A carne suína também apresentou resultado expressivo nas exportações brasileiras ao longo da primeira metade de maio. De acordo com a Secex, os embarques de carne suína fresca, refrigerada ou congelada totalizaram 55,5 mil toneladas no período.

A receita gerada pelas vendas externas chegou a US$ 138,4 milhões, com média diária de faturamento de US$ 13,8 milhões.

O volume médio exportado ficou em 5,5 mil toneladas por dia útil, enquanto o preço médio negociado atingiu US$ 2.491,6 por tonelada.

Mesmo com volume inferior ao registrado pela carne de frango, o setor suinícola brasileiro segue sustentado pela ampliação da demanda internacional e pela consolidação da proteína nacional em importantes mercados importadores.

A valorização dos preços médios também reforça a competitividade da carne suína brasileira no mercado externo.

Exportações de pescado têm menor participação em maio

Entre os segmentos analisados pela Secex, o pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou participação mais modesta nas exportações brasileiras em maio.

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Até a segunda semana do mês, o setor embarcou 419,7 toneladas, gerando receita de US$ 2,15 milhões.

A média diária de faturamento ficou em US$ 215 mil, enquanto o volume médio exportado atingiu 42 toneladas por dia útil.

Apesar da menor representatividade em relação às carnes de aves e suína, o pescado registrou o maior valor médio por tonelada entre as proteínas analisadas. O preço médio negociado alcançou US$ 5.122,9 por tonelada exportada.

Agronegócio brasileiro mantém força no mercado global

O avanço das exportações de proteínas animais reforça a posição estratégica do Brasil como um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos.

O desempenho positivo de frango, carne suína e pescado em maio mostra a força do setor exportador brasileiro, que segue beneficiado pela demanda internacional aquecida, pelo câmbio favorável e pela competitividade da produção nacional.

A expectativa do mercado é de continuidade no ritmo elevado de embarques ao longo do segundo trimestre, especialmente para os segmentos de aves e suínos, que seguem ampliando presença nos principais destinos globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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