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Dólar Entra em Alta de 1% Com Dados Econômicos Favoráveis dos EUA

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Nesta quinta-feira, o dólar avançou mais de 1%, superando a marca de R$ 5,60, acompanhando a valorização da divisa norte-americana no mercado internacional. O impulso veio após a divulgação de dados econômicos robustos dos Estados Unidos, que aliviaram as preocupações com uma possível recessão e fortaleceram as expectativas de um afrouxamento gradual da política monetária pelo Federal Reserve.

Às 10h05, o dólar à vista registrava uma alta de 1,03%, cotado a R$ 5,6140 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro com primeiro vencimento mostrava uma elevação de 0,34%, negociado a R$ 5,5840. Na quarta-feira, o dólar à vista havia encerrado o dia em alta de 0,98%, cotado a R$ 5,5565.

Os mercados globais estão avaliando novos dados sobre a economia dos EUA, buscando pistas sobre sua saúde e sobre possíveis movimentações futuras do banco central, que está considerando iniciar um ciclo de cortes de juros.

O Departamento do Comércio dos EUA divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 3,0% no segundo trimestre do ano em comparação ao mesmo período do ano passado, superando a previsão de analistas que era de 2,8%, conforme o primeiro relatório preliminar do governo.

Além disso, o Departamento do Trabalho informou que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu para 231.000 na semana encerrada em 24 de agosto, abaixo dos 233.000 revisados na semana anterior e da expectativa de 232.000 pedidos.

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Esses resultados reforçam a ideia de que a economia norte-americana permanece resiliente, com o mercado de trabalho demonstrando uma desaceleração gradual sem indícios de colapso, o que havia sido temido após dados de emprego menos otimistas no início do mês.

Dessa forma, o Federal Reserve, que sinalizou a possibilidade de iniciar um ciclo de cortes de juros em sua reunião de setembro, poderá adotar uma abordagem mais gradual, uma vez que a economia não parece exigir estímulos urgentes.

Na semana passada, Jerome Powell, presidente do Fed, indicou durante o simpósio de Jackson Hole que “chegou a hora” de reduzir os juros, a fim de evitar uma deterioração adicional do mercado de trabalho.

Os operadores agora estimam 68% de chance de um corte de 25 pontos-base nas taxas de juros do Fed em setembro, um aumento em relação aos 65% projetados anteriormente. Além disso, eles antecipam um afrouxamento total de 100 pontos-base até o final do ano.

A expectativa de um afrouxamento monetário menos intenso elevou os rendimentos dos Treasuries, tornando o dólar mais atraente no mercado internacional. O rendimento do Treasury de dois anos, que reflete as expectativas para as taxas de juros de curto prazo, subiu 3 pontos-base, alcançando 3,898%.

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“Os dados do PIB e dos pedidos de auxílio-desemprego foram positivos… a economia está mostrando resiliência em seus indicadores macroeconômicos”, afirmou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos.

Como resultado, o dólar avançou frente a várias moedas emergentes, incluindo o peso mexicano, o peso chileno e o peso colombiano. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, subiu 0,38%, alcançando 101,390.

No cenário doméstico, analistas ainda digerem o anúncio de Gabriel Galípolo, diretor de Política Monetária do Banco Central e indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suceder Roberto Campos Neto na liderança da autarquia no próximo ano.

Além disso, o IBGE informou que o Índice de Preços ao Produtor teve uma alta de 1,58% em julho em comparação ao mês anterior, marcando o sexto resultado positivo consecutivo do indicador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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