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Dólar recua frente ao real com políticas divergentes entre Brasil e EUA

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O dólar apresentou queda em relação ao real nesta quinta-feira, em resposta ao aumento do diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos. A valorização da moeda brasileira foi impulsionada pela elevação da taxa Selic no Brasil e pela redução das taxas de juros nos Estados Unidos.

Às 9h35, o dólar à vista recuava 0,65%, cotado a R$ 5,4247 na venda. No mercado futuro da B3, o contrato de dólar com primeiro vencimento caía 0,77%, sendo negociado a R$ 5,420.

Na quarta-feira à noite, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu aumentar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, elevando a Selic para 10,75% ao ano. A decisão foi unânime, refletindo as preocupações com o aumento do risco de inflação e um possível superaquecimento da economia brasileira.

Esse aumento da Selic, o primeiro em mais de dois anos, já era cogitado após autoridades do Banco Central alertarem sobre a força da atividade econômica no Brasil e indicarem a possibilidade de um aperto monetário.

A elevação dos juros torna o real mais atrativo para investidores internacionais, especialmente para operações de “carry trade”, em que se toma dinheiro emprestado em países com juros baixos e se investe em países com taxas mais elevadas. No entanto, o impacto dessa decisão foi intensificado pela postura divergente do banco central dos EUA.

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O Federal Reserve (Fed) anunciou uma redução de 0,5 ponto percentual em sua taxa de juros, iniciando um ciclo de flexibilização monetária. A decisão foi justificada pelas preocupações com o desaquecimento do mercado de trabalho norte-americano. O presidente do Fed, Jerome Powell, destacou que o corte reflete a confiança na manutenção da força do mercado de trabalho, juntamente com um crescimento econômico moderado e uma inflação em queda rumo à meta de 2%.

Antes mesmo do anúncio do Copom, o dólar já havia fechado a quarta-feira em baixa de 0,48%, cotado a R$ 5,4601, devido à expectativa dos investidores com as decisões do Fed e do Banco Central brasileiro.

O enfraquecimento do dólar foi sentido em outros mercados globais, com a moeda norte-americana perdendo valor frente a outras divisas fortes e emergentes. O índice do dólar, que mede o desempenho frente a seis moedas, caiu 0,12%, situando-se em 100,900. Além disso, o dólar recuou frente ao peso mexicano e ao rand sul-africano.

A perspectiva para o futuro é ainda mais positiva para moedas como o real. Analistas esperam que o Fed continue cortando os juros até o final do ano, com uma redução adicional de 71 pontos-base, e mais cortes previstos para 2025, conforme a ferramenta FedWatch da CME.

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No Brasil, o mercado aposta em novas elevações da Selic em 2024, com 81% de chance de um aumento de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Copom, prevista para novembro.

“Estamos observando uma abertura de mercado condizente com o que deve ser o ritmo até o final do ano”, disse Matheus Spiess, analista da Empiricus Research. “Vejo esse cenário final para 2024 como promissor.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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