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Medida busca ampliar área cultivada e reduzir dependência de importações no segundo maior produtor mundial de trigo

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Medida busca ampliar área cultivada e reduzir dependência de importações no segundo maior produtor mundial de trigoA Índia anunciou um aumento de 6,6% no preço de compra do trigo dos agricultores locais, como parte de uma estratégia para incentivar o aumento da produção e evitar a necessidade de importações. O novo valor, que representa um acréscimo de 150 rúpias, eleva o preço de compra para 2.425 rúpias (cerca de US$ 28,88) por 100 kg para 2025, comparado a 2.275 rúpias no ano anterior, conforme comunicado pelo Ministro da Tecnologia da Informação, Ashwini Vaishnaw, durante entrevista coletiva após reunião do gabinete do Primeiro-Ministro Narendra Modi.

A Índia estabelece um preço mínimo anual para a compra de trigo e arroz, garantindo que esses produtos sejam adquiridos diretamente dos agricultores e distribuídos no maior programa de assistência alimentar do mundo, que beneficia 800 milhões de pessoas. O aumento dos preços mínimos é visto como uma forma de incentivar os agricultores a ampliar a produção, especialmente em um cenário em que o país enfrenta dificuldades com o abastecimento interno de trigo.

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Diferentemente do arroz, a Índia não possui estoques substanciais de trigo. Apesar disso, o governo Modi tem resistido às pressões para remover o imposto de 40% sobre a importação do grão, visto que tal medida poderia ser considerada prejudicial para os produtores rurais, que formam uma base eleitoral significativa no país. A resistência se intensificou após o partido Bharatiya Janata, liderado por Modi, perder 75 assentos eleitorais em áreas rurais nas últimas eleições gerais.

Nos últimos dois anos, colheitas consecutivas de trigo foram prejudicadas por aumentos inesperados de temperatura, após cinco safras recordes. A produção de 2022 e 2023 sofreu quedas, levando a Índia a proibir exportações e a enfrentar dificuldades para reabastecer seus estoques. Este ano, a produção foi 6,25% menor do que a estimativa governamental de 113,3 milhões de toneladas métricas, segundo dados de um importante órgão do setor.

Mesmo com o preço doméstico do trigo acima da taxa mínima de compra estabelecida, o governo lutou para atingir sua meta de reabastecimento de estoques. Em 2023, foram adquiridos 26,6 milhões de toneladas métricas, aquém da meta de 30 a 32 milhões de toneladas, apesar das recomendações para que empresas comerciais evitassem comprar grandes quantidades, a fim de permitir que a Food Corporation of India, responsável pelo armazenamento estatal, ampliasse seus estoques.

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Paralelamente, o ministro Vaishnaw informou que o gabinete de Modi aprovou um aumento de 3% no subsídio salarial indexado à inflação para funcionários públicos do governo.

(Taxa de câmbio: US$1 = 83,97 rúpias)

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rota pelo Pacífico pode reduzir custo e ampliar exportações do agro

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O governo federal deu mais um passo para tirar do papel uma antiga demanda do agronegócio: criar uma rota de exportação pelo Oceano Pacífico para reduzir a dependência dos portos brasileiros. O Ministério da Agricultura instituiu nesta semana o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, iniciativa que pretende estruturar um corredor internacional de transporte ligando Mato Grosso aos portos do Chile e do Peru.

Na prática, o programa não constrói estradas nem define um cronograma de obras, mas cria um comitê gestor responsável por coordenar ações entre os governos brasileiro e boliviano, facilitar acordos sanitários e aduaneiros e atrair investimentos para tornar o corredor operacional.

A proposta interessa principalmente a Mato Grosso, maior produtor de grãos do país. Hoje, boa parte da soja, do milho, do algodão e da carne produzidos no Estado percorre entre 2 mil e 2,3 mil quilômetros até portos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itaqui (MA), Miritituba (PA) e Barcarena (PA). Além da longa distância, o elevado fluxo de cargas pressiona o custo do frete durante a safra.

Pela nova alternativa, a produção seguiria da região oeste de Mato Grosso até Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira com a Bolívia. A partir dali, cruzaria cidades bolivianas como San Ignacio de Velasco e Santa Cruz de la Sierra, seguindo pela malha rodoviária do país até alcançar portos no Oceano Pacífico, como Arica, Iquique e Antofagasta, no Chile, ou Ilo, no Peru.

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À primeira vista, o trajeto terrestre não representa uma redução expressiva da distância em relação aos portos brasileiros. O principal ganho está no transporte marítimo. Para cargas destinadas à China, ao Japão, à Coreia do Sul e a outros mercados asiáticos, a saída pelo Pacífico reduz o tempo de navegação em comparação com as rotas que partem do Atlântico, além de diminuir a dependência dos corredores logísticos hoje concentrados no Sul, Sudeste e Arco Norte.

A proposta também amplia as alternativas para o escoamento da safra em períodos de maior demanda. Mato Grosso deverá colher mais de 100 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), volume que exige investimentos permanentes em infraestrutura de transporte.

Outro ponto considerado estratégico é o abastecimento de insumos agrícolas. A integração com a Bolívia pode facilitar a chegada de fertilizantes e outros produtos utilizados na produção rural, diversificando as rotas de abastecimento e reduzindo a dependência de corredores já sobrecarregados.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, classificou a iniciativa como um avanço para o setor. Segundo ele, o Estado sempre enfrentou o desafio da distância entre as áreas produtoras e os portos de exportação, o que reduz a competitividade do agronegócio mato-grossense.

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Apesar do potencial, o corredor ainda depende de uma série de investimentos. Mato Grosso já executa obras de pavimentação em direção à fronteira, mas será necessário melhorar a infraestrutura rodoviária em território boliviano, além de harmonizar procedimentos alfandegários, sanitários e de fiscalização entre os dois países.

Para especialistas em logística, a rota bioceânica não substituirá os portos brasileiros, mas funcionará como uma alternativa estratégica. Quanto maior o número de corredores disponíveis para o escoamento da produção, menor tende a ser a pressão sobre o frete, aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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