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Mercados futuros do açúcar iniciam a semana com forte alta

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Os contratos futuros do açúcar começaram a semana com significativa valorização nas bolsas internacionais, sinalizando perspectivas positivas para a commodity. A alta da demanda, tanto para o açúcar quanto para o etanol, tem impulsionado os preços, enquanto a produção na Índia enfrenta desafios.

Em Nova York, na ICE Futures, o contrato de maio de 2024, que expirou nesta terça-feira, fechou com alta de 80 pontos, sendo negociado a 20,20 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de julho de 2024 subiu 69 pontos, chegando a 19,78 centavos por libra-peso. Outros contratos futuros também registraram aumentos, variando entre 21 e 61 pontos.

O banco JP Morgan divulgou um relatório apontando perspectivas favoráveis para o setor de açúcar. O documento destacou um ambiente interno propício para a produção da commodity, ao mesmo tempo em que pressões na produção indiana indicam uma possível diminuição da oferta. O relatório sugere que o mercado está mais otimista em relação à dinâmica do setor e prevê um aumento nos preços tanto do açúcar quanto do etanol.

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Em Londres, a ICE Futures também registrou alta nas cotações do açúcar branco. O contrato de agosto de 2024 fechou em US$ 573,80 por tonelada, uma valorização de 10,10 dólares em comparação com os preços de sexta-feira. O contrato de outubro de 2024 subiu 10 dólares, sendo negociado a US$ 552,40 por tonelada. Os demais contratos futuros apresentaram ganhos entre 7,40 e 11 dólares.

Enquanto isso, no mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, mostrou queda nos preços do açúcar cristal pelo quarto dia consecutivo. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 144,98 pelas usinas na segunda-feira, uma desvalorização de 1,13% em relação ao preço de R$ 146,63 na sexta-feira anterior.

Por outro lado, o etanol hidratado registrou seu terceiro dia de alta no Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.435,50 por metro cúbico, um aumento de 0,25% em relação ao preço de R$ 2.429,50 registrado na sexta-feira.

Esses movimentos nos mercados internacionais e internos refletem a crescente demanda por açúcar e etanol, bem como as incertezas relacionadas à produção em outras regiões. A combinação de fatores sugere que as tendências de alta devem continuar no curto prazo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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