AGRONEGÓCIO

Preço do óleo de soja cai no Paraná em 2026 e acompanha desvalorização da soja em grão

Publicado em

O consumidor paranaense começou 2026 pagando menos pelo óleo de soja. A redução nos preços do produto nas prateleiras acompanha o recuo das cotações da soja em grão, principal matéria-prima utilizada pela indústria, conforme aponta o mais recente Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com o levantamento, o preço médio da embalagem de 900 mililitros do óleo de soja foi de R$ 7,04 em junho de 2026, valor 5,1% inferior à média registrada em 2025, quando o produto foi comercializado por R$ 7,42.

Considerando o acumulado dos seis primeiros meses deste ano, o preço médio do óleo de soja ficou em R$ 7,32 por embalagem, mantendo a tendência de alívio para o consumidor em comparação ao ano anterior.

Na comparação direta entre junho de 2026 e junho de 2025, a queda foi mais moderada, de 0,4%, indicando estabilidade recente após um período de recuo mais intenso ao longo do semestre.

Leia Também:  Castrolanda conquista certificação internacional FSSC 22000 na Unidade de Batata Frita e reforça padrão global de segurança de alimentos
Queda da soja em grão explica redução do óleo

Segundo a análise do Deral, o principal fator responsável pela diminuição dos preços do óleo de cozinha foi a desvalorização da soja em grão no mercado paranaense.

Em junho, os produtores receberam, em média, R$ 112,47 pela saca de 60 quilos, valor 4% menor que o registrado no mesmo período de 2025. Em relação à média de preços do ano passado, a redução chega a 5,4%.

A queda nas cotações da oleaginosa reduz o custo de aquisição da matéria-prima pela indústria esmagadora, criando espaço para a diminuição dos preços dos derivados, especialmente do óleo de soja comercializado no varejo.

Mercado segue atento às cotações

Apesar do alívio observado no primeiro semestre, o comportamento dos preços do óleo de soja continuará dependendo da evolução do mercado da soja, da demanda interna, do ritmo das exportações brasileiras e das oscilações internacionais das commodities agrícolas.

Especialistas destacam que fatores como câmbio, clima nas principais regiões produtoras e demanda global por soja e derivados continuam sendo determinantes para a formação dos preços ao longo dos próximos meses.

Leia Também:  Exportações brasileiras de açúcar somam 1,56 milhão de toneladas na primeira semana de fevereiro

Com uma safra robusta e maior oferta da oleaginosa no mercado interno, o cenário permanece favorável para a manutenção de preços mais competitivos ao consumidor, desde que não ocorram mudanças significativas no mercado internacional ou nos custos da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Das urnas à lavoura: nova edição mostra o que está em jogo para o agro

Published

on

A Revista Pensar Agro lança nesta sexta-feira (18.09) uma nova edição em português e inglês, com as eleições de 2026 como tema de capa. A publicação chega ao novo número com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, resultado que demonstra o interesse de leitores brasileiros e estrangeiros pelas transformações do agronegócio nacional.

A reportagem principal analisa como a escolha de presidente, governadores, senadores e deputados pode interferir no ambiente em que produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores desenvolvem suas atividades.

Crédito rural, seguro, tributação, infraestrutura, pesquisa, defesa agropecuária, segurança jurídica e comércio exterior estão entre as áreas influenciadas pelas decisões tomadas pelo poder público. Embora o voto não determine o clima ou as cotações internacionais, ele pode alterar custos, regras, investimentos e as condições de competitividade do setor.

A matéria estabelece uma relação entre a responsabilidade do eleitor e as escolhas realizadas diariamente pelos integrantes da cadeia produtiva. No campo, uma decisão equivocada sobre plantio, financiamento, manejo ou comercialização pode comprometer uma safra e espalhar prejuízos por diferentes atividades. Na política, as consequências também podem atravessar vários ciclos produtivos.

Leia Também:  Mercado de laranja inicia 2026 com vendas lentas e preocupação climática

A edição orienta o leitor a avaliar não apenas as promessas apresentadas durante a campanha, mas também o histórico dos candidatos, a viabilidade de suas propostas e os efeitos que cada decisão poderá produzir sobre o agronegócio.

A publicação mostra que escolher representantes sem compreender as necessidades da produção pode resultar em aumento de custos, dificuldades de acesso ao crédito, insegurança jurídica, perda de mercados e redução dos investimentos. Em sentido contrário, políticas bem estruturadas podem melhorar a infraestrutura, estimular a inovação e criar condições para o crescimento das diferentes cadeias.

Outro destaque é o artigo do colunista Cláudio Júnior Oliveira sobre as três principais pressões enfrentadas pela aviação agrícola brasileira: custos, regulação e política. A análise aborda o impacto dos combustíveis, dos juros e da energia, além das mudanças regulatórias e tributárias que atingem a atividade.

O texto examina ainda a utilização de aviões, helicópteros e drones na proteção das lavouras. A defesa dessas tecnologias está associada à segurança operacional, à qualificação profissional, ao cumprimento de critérios técnicos e à apresentação de evidências sobre sua eficiência produtiva e ambiental.

Leia Também:  Cuiabá sedia o Datagro Abertura de Safra Grãos 2023: confira a programação

A aviação agrícola exerce papel importante no controle de pragas e doenças e no combate a incêndios, especialmente em áreas extensas ou em situações que exigem rapidez. Ao mesmo tempo, o setor precisa ampliar a transparência e demonstrar que produtividade e responsabilidade ambiental podem avançar juntas.

Os demais colunistas apresentam análises sobre tendências, riscos e oportunidades capazes de influenciar o presente e o futuro do agronegócio. Os textos procuram oferecer informações e diferentes perspectivas para auxiliar produtores, profissionais e empresas na tomada de decisões.

A publicação simultânea em português e inglês amplia a circulação do conteúdo produzido no Brasil e facilita o acesso de leitores estrangeiros às discussões sobre produção de alimentos, fibras, energia, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com quase 16 mil acessos acumulados em 57 países, a Revista Pensar Agro reforça sua presença além das fronteiras nacionais. A nova edição mantém a proposta de combinar informação, análise e conhecimento para contribuir com decisões cada vez mais qualificadas dentro e fora do campo.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA