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Produção de Grãos no Brasil: Desafios e Perspectivas para a Safra 2023/2024

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou hoje o 8º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024, trazendo novidades sobre a produção agrícola brasileira. Com ajustes na área plantada de soja e milho, a estimativa é de uma produção total de 295,45 milhões de toneladas de grãos para esta temporada. No entanto, as intensas chuvas no Rio Grande do Sul podem impactar negativamente o resultado final do ciclo.

Desafios no Rio Grande do Sul

As fortes chuvas no Rio Grande do Sul estão dificultando a avaliação precisa dos danos causados ao setor agrícola. O acesso às propriedades tornou-se difícil devido aos níveis elevados de água, impedindo uma análise detalhada das perdas. O presidente da Conab, Edegar Pretto, destaca a preocupação imediata com as vidas afetadas e a garantia de suprimentos básicos, como alimentos.

Produção de Arroz e Feijão

No que diz respeito ao arroz, a produção está estimada em 10,495 milhões de toneladas, mas as chuvas volumosas no Rio Grande do Sul resultarão em perdas nas lavouras. Por outro lado, a colheita de feijão está progredindo bem, com destaque para a segunda safra da leguminosa, que apresenta um bom desenvolvimento em várias regiões do país.

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Cenário do Milho e Outras Culturas

A Conab estima uma produção de milho de 111,64 milhões de toneladas, com uma redução significativa em relação à safra anterior, devido às condições climáticas adversas. Quanto ao algodão, espera-se um crescimento na área cultivada, com perspectivas otimistas de mercado e uma produção recorde de 3,64 milhões de toneladas de pluma.

Perspectivas Futuras

A semeadura do trigo já começou em algumas regiões do país, embora no Rio Grande do Sul, o excesso de chuvas possa atrasar o início do plantio em certas áreas. A Conab também ajustou as projeções para o consumo e as exportações de arroz, levando em consideração políticas públicas de incentivo ao consumo e os impactos das chuvas no estado gaúcho.

Embora o cenário apresente desafios, como as chuvas no Rio Grande do Sul, o Brasil continua a enfrentar a produção agrícola com resiliência. Acompanhar de perto as condições climáticas e os impactos no setor será fundamental para garantir o abastecimento interno e as exportações no futuro. Para mais detalhes sobre a safra de grãos no país, consulte o 8º Levantamento da Conab em seu site oficial.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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