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Produção de Manga no Nordeste Brasileiro Supera Qualidade e Volume Internacional

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A região Nordeste do Brasil tem se destacado no cenário internacional como líder na produção de manga, não apenas em termos de volume, mas também em qualidade. Com uma produtividade média superior a 30 toneladas por hectare no Vale do São Francisco, parte dos estados de Pernambuco e Bahia, a região supera significativamente a média nacional de 20 toneladas por hectare. Em áreas mais adensadas, esse número pode ultrapassar 50 toneladas por hectare.

No segundo semestre de 2023, o Brasil enfrentou uma diminuição na produção de manga, o que, aliado à forte demanda internacional, resultou em aumento de preços para os produtores. Empresas como a Agrodan se beneficiaram desse cenário, registrando um crescimento substancial na receita e no lucro. Mesmo exportando um volume semelhante de mangas em comparação ao ano anterior, a empresa viu seu preço médio de venda e lucro anual crescerem cerca de 40% em 2023.

A Agrodan, situada na bacia do Rio São Francisco, nos municípios de Belém do São Francisco (PE), Curaçá e Abaré (BA), exportou 30 mil das 33 mil toneladas de manga produzidas em aproximadamente 1,3 mil hectares de área plantada. Embora tenha planos de expandir no mercado interno, a maior parte da receita da empresa ainda provém das exportações, totalizando cerca de 97%.

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A variedade Palmer, líder em exportações nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, teve seu preço ao produtor significativamente elevado, chegando a R$ 5,50, em comparação com os R$ 1,90 registrados em fevereiro de 2023, segundo dados do Observatório da Manga.

Apesar de o Brasil ocupar a sexta posição entre os maiores produtores mundiais de manga, ficando atrás de países como Índia, Indonésia, China e México, o Nordeste brasileiro se destaca como principal região produtora, concentrando 82% da produção nacional e contribuindo significativamente para a presença do país no mercado global desta fruta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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