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Produtividade da soja recua no Rio Grande do Sul após estiagem e safra tem revisão para baixo

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O cultivo de soja no Rio Grande do Sul avança para as etapas finais do ciclo produtivo, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, 59% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos e 26% já se encontram em maturação. Em algumas áreas, a colheita começou de forma inicial e ainda pontual.

Chuvas recentes ajudam parte das lavouras, mas perdas já estão consolidadas

As precipitações registradas no período tiveram maior abrangência territorial e contribuíram para melhorar as condições hídricas em parte das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente e que ainda apresentavam potencial produtivo.

Apesar disso, o relatório destaca que, em diversas regiões, os impactos do déficit hídrico ocorrido entre janeiro e fevereiro já estão consolidados. Segundo o documento, esses efeitos limitam a recuperação fisiológica das plantas e resultam em perdas irreversíveis na produção.

Diferenças entre lavouras refletem época de plantio e distribuição das chuvas

A análise da Emater/RS-Ascar também aponta grande variação no desempenho das lavouras. A heterogeneidade observada é resultado da combinação entre fatores como época de semeadura, distribuição das chuvas ao longo do ciclo e condições de solo.

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Nas áreas plantadas no início do período recomendado predominam sinais de avanço da maturação fisiológica e de senescência foliar. Já nas lavouras implantadas posteriormente, as plantas ainda se encontram nas fases de formação e enchimento de grãos.

Estresse hídrico reduz expectativa de produtividade da safra

A irregularidade das chuvas durante o desenvolvimento da cultura tem impactado diretamente as estimativas de rendimento. O relatório destaca ampla variação nas projeções de produtividade entre propriedades e até mesmo dentro dos próprios municípios, reflexo da intensidade variável do estresse hídrico ao longo do ciclo.

A nova projeção de safra elaborada pela Emater/RS-Ascar indica produtividade média estadual de 2.871 quilos por hectare. O número representa queda de 9,7% em relação à estimativa inicial de 3.180 quilos por hectare divulgada no início da temporada.

Produção estimada supera 19 milhões de toneladas

Com a revisão nos rendimentos, a produção total de soja no estado está estimada em pouco mais de 19 milhões de toneladas. A cultura ocupa uma área de 6.624.988 hectares no Rio Grande do Sul.

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Preço da soja registra leve alta no mercado

No mercado, as cotações apresentaram leve valorização na última semana. Segundo levantamento semanal da Emater/RS-Ascar, o preço médio da saca de 60 quilos passou de R$ 117,79 para R$ 119,69, avanço de 1,61% em relação à semana anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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