AGRONEGÓCIO
Soja mantém estabilidade com foco no avanço do plantio no Brasil e expectativa de demanda chinesa
Publicado em
26 de novembro de 2025por
Da Redação
O mercado da soja brasileiro segue acompanhando o avanço do plantio, com oscilações pontuais nos preços em meio a diferentes cenários regionais, segundo informações da TF Agroeconômica.
No Rio Grande do Sul, o ritmo acelerado da semeadura e a pressão de oferta limitaram a valorização. A saca foi cotada a R$ 140,00 para pagamento em novembro e entrega em dezembro nos portos, enquanto no interior os valores variaram em torno de R$ 131,36/sc (+0,27%) em praças como Cruz Alta, Passo Fundo, Santa Rosa e São Luiz. Em Panambi, o mercado físico manteve estabilidade, com preço de R$ 121,00/sc, indicando resistência local ao avanço comprador.
Em Santa Catarina, o cenário é de tensão agronômica, com 52% da área já semeada, mas sob forte estresse climático. As cotações permaneceram equilibradas, com a saca negociada a R$ 140,53 (-0,83%) no porto de São Francisco.
O Paraná mantém desempenho técnico sólido, embora a ferrugem asiática e a pressão externa influenciem o mercado. As cotações oscilaram levemente: R$ 141,71 (-0,19%) em Paranaguá, R$ 129,63 (+0,02%) em Cascavel, R$ 130,23 (-0,15%) em Maringá, R$ 133,93 (+0,47%) em Ponta Grossa e R$ 140,53 (-0,28%) em Pato Branco. No balcão, o preço em Ponta Grossa ficou em R$ 120,00/sc.
Já no Mato Grosso do Sul, a safra avança rapidamente, impulsionada por boas condições de campo e estabilidade nas cotações. Em Dourados, o preço spot foi de R$ 125,96 (-1,44%), o mesmo observado em Campo Grande e Maracaju (-1,19%). Em Chapadão do Sul, houve leve alta de 1,01%, com a saca a R$ 123,65, enquanto Sidrolândia registrou R$ 127,48/sc.
No Mato Grosso, o maior produtor nacional enfrenta desafios logísticos, especialmente na armazenagem. As cotações variaram conforme a região: Campo Verde (R$ 124,16, +0,36%), Lucas do Rio Verde (R$ 118,66, -0,14%), Nova Mutum (R$ 118,83, -0,17%), Primavera do Leste e Rondonópolis (R$ 123,35, -0,30%) e Sorriso (R$ 118,83, -0,17%).
Chicago mantém estabilidade com atenção ao clima e à demanda chinesa
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços da soja registraram leve baixa nesta quarta-feira (26), com o mercado aguardando novos fatores de sustentação. Por volta das 7h (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 1,25 e 2,50 pontos, com o contrato janeiro cotado a US$ 11,23 e o maio a US$ 11,42 por bushel.
Segundo analistas, a lateralidade nas últimas sessões reflete a falta de novidades relevantes, já que os fundamentos ligados à demanda chinesa e ao clima na América do Sul já estão precificados. O mercado segue atento à confirmação das compras da China nos Estados Unidos, estimadas em 12 milhões de toneladas até o fim de 2025.
O acompanhamento das condições climáticas no Brasil e o andamento da comercialização também seguem no radar dos investidores, assim como o comportamento dos produtores norte-americanos, que ainda avaliam o melhor momento para retomar as vendas.
No cenário macroeconômico, o petróleo voltou a cair após notícias sobre uma possível negociação entre Rússia e Ucrânia, o que contribui para pressionar as commodities agrícolas.
Expectativas de exportações e leve alta na CBOT reforçam cautela do mercado
Na sessão anterior, a soja encerrou o pregão de terça-feira (25) com pequenas altas, refletindo ajustes técnicos e especulação sobre novas vendas externas. O contrato janeiro fechou a 1.124,75 cents/bushel (+0,11%), enquanto o março encerrou a 1.134,75 (+0,24%). Nos derivados, o farelo para dezembro subiu 0,89%, a US$ 317,0/t curta, e o óleo avançou 0,24%, fechando a 50,30 centavos/libra-peso.
A TF Agroeconômica destacou que a sustentação dos preços decorreu da discussão sobre as vendas dos EUA à China, ainda abaixo das expectativas. Até o momento, os chineses adquiriram apenas 16% do volume projetado para 2025, mesmo após o encontro entre os presidentes das duas nações em outubro.
O relatório da primeira semana de outubro apontou queda de 37% nos compromissos de soja em relação ao ano anterior, estabilidade nas vendas de farelo e alta de 41% nas compras de óleo. A combinação de desempenho irregular e expectativa por normalização das negociações manteve o mercado em tom cauteloso, mas com viés levemente positivo diante da possibilidade de retomada das compras chinesas nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada
Published
5 horas agoon
15 de maio de 2026By
Da Redação
A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.
Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.
Colheita do café conilon registra atraso
O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.
O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.
No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.
Comercialização da safra 2026/27 segue lenta
Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.
De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.
Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.
Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.
“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.
Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica
No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.
Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.
Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.
Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas
O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.
Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.
De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.
“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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