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Tensão Comercial Entre EUA e China Amaina e Impulsiona o STOXX 600

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O principal índice acionário da Europa, o STOXX 600, apresentou alta nesta sexta-feira, com os investidores focados em sinais de abrandamento na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Além disso, balanços corporativos positivos também impulsionaram o mercado.

Sinais de Abrandamento nas Tensões Comerciais

A China está considerando isentar algumas importações provenientes dos Estados Unidos de suas tarifas de 125%, solicitando que empresas identifiquem produtos que poderiam ser elegíveis para isenção, conforme informações de empresas notificadas. Esse movimento gerou expectativas sobre uma possível diminuição das tensões comerciais entre as duas maiores economias globais.

STOXX 600 Mostra Sinal de Recuperação

O índice STOXX 600 avançava 0,44%, alcançando os 520,88 pontos, e se encaminhava para uma alta aproximada de 2,8% nesta semana, marcando sua segunda sequência de ganhos semanais.

Rhetórica Mais Branda de Trump Ajuda a Acalmar os Mercados

A retórica mais suave do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à guerra comercial com a China, também ajudou a estabilizar a confiança dos investidores ao longo da semana. Com a suspensão temporária de 90 dias para a maioria das tarifas impostas por Trump, aumentaram as expectativas de possíveis acordos comerciais entre os Estados Unidos e seus principais parceiros econômicos, embora nenhum acordo formal tenha sido estabelecido até o momento.

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Impacto das Tarifas no Mercado Europeu

Apesar da pausa de 90 dias nas tarifas, a União Europeia e outros países ainda enfrentam uma tarifa ampla de 10%, além de tarifas mais elevadas sobre aço, alumínio e automóveis. Richard Flax, diretor de investimentos da Moneyfarm, comentou que “há um reconhecimento de que o nível de tarifas que estamos vendo provavelmente não é sustentável, mas deve levar algum tempo até que essas tarifas se estabeleçam, e a questão ainda está em aberto sobre onde elas se estabelecerão.”

Setores de Defesa e Construção Lideram os Ganhos

As ações do setor de defesa lideraram os ganhos setoriais, subindo 2,4%, seguidas pelas ações de construção e materiais, que avançaram 1,5%.

Desempenho das Bolsas Européias

Nos principais mercados europeus, os índices apresentaram as seguintes variações:

  • LONDRES: O índice Financial Times subiu 0,07%, aos 8.413 pontos.
  • FRANKFURT: O índice DAX avançou 0,82%, atingindo 22.244 pontos.
  • PARIS: O índice CAC-40 registrou alta de 0,75%, alcançando 7.559 pontos.
  • MILÃO: O índice FTSE/MIB teve uma valorização de 1,16%, fechando em 37.234 pontos.
  • MADRI: O índice Ibex-35 apresentou uma alta de 1,11%, alcançando 1.325 pontos.
  • LISBOA: O índice PSI20 subiu 0,62%, chegando aos 6.921 pontos.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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