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Bolsonaro foge de barco da casa de praia ao ver polícia federal chegar

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” Filho alvo de buscas
Operação visava Carlos Bolsonaro, o coordenador da vida política do pai e figura central dos ataques contra adversários “

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro deixou às pressas, numa lancha ao amanhecer desta segunda-feira, a casa de praia onde passa férias, em Angra dos Reis, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, ao ver a Polícia Federal chegar ao imóvel e imaginar que ia ser preso pelos agentes, que, na verdade, cumpriam somente mandados de busca e apreensão contra o filho Carlos. Ao perceberem a movimentação dos agentes federais na parte da frente do imóvel, Bolsonaro e os três filhos políticos entraram na embarcação, parada nos fundos da residência, que dá acesso direto para o mar.

Algum tempo depois, Jair Bolsonaro e os três filhos ligados à política, o senador Flávio Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro, regressaram ao imóvel, onde os agentes federais faziam buscas. Assim que a informação da saída precipitada dos quatro chegou à imprensa, fontes ligadas ao ex-presidente negaram que tivesse fugido da operação policial com medo de ser preso, e avançaram que o antigo presidente e os filhos na verdade sairam do imóvel para darem um passeio matutino (eram cerca das seis horas da manhã) e que, por estarem na parte de trás da residência, não tinham visto a chegada da polícia, mas que voltaram assim que foram informados.

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O que se especula nos meios políticos brasileiros é que o ex-presidente e os filhos realmente fugiram ao verem a chegada da polícia imaginando que iriam ser presos no âmbito dos inúmeros processos que enfrentam em várias instâncias da Justiça, mas que voltaram ao imóvel ao serem informados de que a operação desta segunda-feira era somente de busca e apreensão, não havendo qualquer mandado de prisão. A operação, na verdade, visava somente Carlos Bolsonaro, o grande coordenador da vida política do pai e figura central dos ataques contra adversários durante os quatro anos em que Jair Bolsonaro foi presidente do Brasil, que a Polícia Federal suspeita ter tido acesso a informações secretas produzidas de forma ilegal pela ABIN, Agência Brasileira de Inteligência.

Bolsonaro nunca escondeu de ninguém ter verdadeiro pavor de ser preso e isso já o fez fugir uma vez do Brasil, em 30 de Dezembro de 2022. Dois meses após ter perdido as presidenciais para Lula da Silva e um dia antes do fim do seu mandato, Bolsonaro usou o avião presidencial e deixou Brasília rumo aos Estados Unidos, onde ficou até final de Março de 2023, exactamente por recear que após a mudança de governo o mandassem prender.

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Fonte: Correio da manhã 

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BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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