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Prefeitura de Colíder orienta donos de terrenos sobre responsabilidade e multas em casos de queimadas

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Proprietários de terrenos atingidos por queimadas em Colíder poderão ser multados mesmo quando o fogo tiver sido provocado por terceiros ou tiver origem desconhecida. A Secretaria Municipal de Assuntos Fundiários e Meio Ambiente informa que a responsabilidade pela conservação do imóvel é do proprietário e que a presença de vegetação seca ou mato contribui para a propagação das chamas.

A medida ganha atenção após incêndios registrados em áreas urbanas que mobilizaram o Corpo de Bombeiros e equipes públicas em diferentes pontos do município. O secretário municipal de Assuntos Fundiários e Meio Ambiente, Eliel Motta, explica que a fiscalização leva em consideração as condições do terreno e os custos provocados pelo combate ao incêndio. Segundo ele, o município tem aplicado multa de R$ 5 mil nos casos enquadrados pela fiscalização.

“Não basta alegar que outra pessoa colocou fogo. O proprietário tem a obrigação de conservar o terreno e evitar condições que facilitem a propagação de um incêndio. Se o imóvel está tomado pelo mato e pega fogo, há uma responsabilidade pela falta de manutenção”, explica Motta.

A fiscalização municipal toma como referência os artigos 61 e 62 do Decreto Federal nº 6.514, de 22 de julho de 2008. O artigo 61 prevê multa de R$ 5 mil a R$ 50 milhões para situações de poluição que possam resultar em danos à saúde humana, mortandade de animais ou destruição significativa da biodiversidade. O artigo 62 enquadra, entre outras condutas, a poluição atmosférica capaz de provocar desconforto respiratório e a queima de resíduos sólidos ou rejeitos a céu aberto.

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INCÊNDIOS

Na segunda-feira (17/8), um incêndio de grandes proporcções registrado na região do bairro da Torre, próximo ao Tiro de Guerra, espalhou-se por áreas de vegetação e exigiu mobilização para impedir o avanço das chamas. Segundo as informações repassadas à prefeitura, o fogo alcançou outras áreas próximas e chegou às imediações de bairros da cidade.

O combate, segundo Eliel Motta, exige estrutura pública que inclui pessoal, caminhão-pipa e máquinas. Em algumas situações, tratores são utilizados para fazer o gradeamento do solo e abrir faixas destinadas a interromper a progressão das chamas.

“Quando ocorre uma queimada, não existe apenas o dano ambiental. Há servidores mobilizados, veículos, máquinas, combustível e toda uma operação custeada pelo poder público. A multa também tem a função de responsabilizar quem deixou o imóvel em condições que favoreceram o incêndio”, ressalta Motta.

O secretário orienta os proprietários a não esperarem o fogo aparecer para providenciar a limpeza. A retirada periódica do excesso de vegetação reduz o material combustível e dificulta que pequenos focos se espalhem rapidamente.

PERÍODO PROIBITIVO

Mato Grosso está no período proibitivo de queimadas desde 1º de julho. Conforme o Decreto Estadual nº 2.015, de 28 de abril de 2026, a restrição segue até 30 de novembro. Queimadas irregulares também podem configurar crime ambiental e resultar em outras sanções previstas na legislação.

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A estiagem, as altas temperaturas, a baixa umidade do ar e os ventos favorecem a propagação do fogo nesta época do ano. O risco aumenta em terrenos com vegetação seca e em áreas onde há acúmulo de materiais que servem de combustível para as chamas.

“Estamos em uma época crítica. A orientação é simples: mantenha o terreno limpo e não utilize fogo para eliminar lixo, folhas, galhos ou vegetação. A prevenção custa muito menos do que enfrentar um incêndio fora de controle”, pontua Eliel Motta.

Em área urbana, a orientação é não utilizar fogo para limpeza de quintais e terrenos. Ao identificar fumaça ou incêndio, a população deve acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

Também podem ser acionadas a Polícia Militar, pelo 190, e a Guarda Municipal, pelo 153 ou WhatsApp (66) 9.9292-6682.

Redação: Assessoria

Fonte: Prefeitura Municipal de Colider

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Saúde de Colíder inicia tratamento de varizes com escleroterapia por espuma na rede municipal

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Colíder realizou nesta sexta-feira (28/8) os primeiros procedimentos de escleroterapia com espuma oferecidos pela rede municipal de saúde para pacientes com varizes de indicação clínica. O atendimento, feito no Centro de Especialidades Médicas Municipal, amplia o serviço de cirurgia vascular iniciado em dezembro de 2025 pela Prefeitura e pela Secretaria Municipal de Saúde, inicialmente com consultas especializadas e exames de ultrassonografia.

A técnica é utilizada no tratamento de veias doentes e pode reduzir a necessidade de cirurgia vascular em determinados casos. A escleroterapia consiste na aplicação de uma substância esclerosante em forma de espuma diretamente no vaso afetado, procedimento que pode ser acompanhado por ultrassom. A reação provocada na parede da veia leva ao fechamento do vaso, que posteriormente é absorvido pelo organismo.

Segundo a secretária municipal de Saúde, Mara Lemos, o tratamento oferecido em Colíder será direcionado a situações clínicas, e não a procedimentos de finalidade exclusivamente estética. “Começamos a especialidade com consultas e ultrassonografias e agora avançamos para um procedimento voltado aos pacientes que realmente precisam de tratamento. A escleroterapia pode evitar a progressão das varizes e, em alguns casos, reduzir a necessidade de uma cirurgia vascular”, explica.

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ESPECIALIDADE COMEÇOU EM 2025

O atendimento vascular foi incorporado à rede municipal em dezembro do ano passado, com a participação do médico cirurgião vascular Gustavo Marcondes, responsável pela especialidade. Desde então, os pacientes passaram a ter acesso a avaliação médica e exames no próprio município.

O prefeito Rodrigo Benassi lembra que a implantação dos procedimentos representa uma nova etapa do serviço iniciado há oito meses. “Quando implantamos a especialidade vascular, começamos pelo atendimento médico e pelos exames necessários para avaliar cada paciente. Agora conseguimos avançar para o tratamento dentro do próprio Centro de Especialidades, ampliando aquilo que já vinha sendo realizado”, ressalta Benassi.

A disponibilização da escleroterapia também busca diminuir a necessidade de deslocamento de pacientes de Colíder para municípios de referência quando houver indicação para esse tipo de procedimento.

De acordo com Mara Lemos, a técnica ainda não está disponível de forma ampla em todas as unidades do Sistema Único de Saúde. “É um procedimento que não encontramos com facilidade no SUS. Passar a oferecê-lo em Colíder permite acompanhar o paciente desde a avaliação até uma etapa importante do tratamento”, acrescenta.

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PROCEDIMENTO AMBULATORIAL

A escleroterapia com espuma é considerada uma técnica minimamente invasiva. A substância aplicada provoca o fechamento da veia comprometida sem a necessidade de uma cirurgia convencional em parte dos pacientes selecionados para o procedimento.

O tratamento é realizado em ambiente ambulatorial, sem necessidade de internação. Conforme a indicação médica, o paciente pode retornar às atividades cotidianas após a sessão, seguindo orientações específicas durante a recuperação, como uso de meias de compressão e cuidados com exposição solar.

O médico Gustavo Marcondes observa que a oferta local facilita a continuidade do tratamento e reduz viagens para outros centros. “Quando o paciente consegue fazer a consulta, o exame e, havendo indicação, o procedimento no município onde mora, o acompanhamento se torna mais simples. É um serviço que permite tratar situações vasculares de maneira ambulatorial e evita deslocamentos que muitas vezes são cansativos para o paciente e para a família”, diz.

Redação: Assessoria

Fonte: Prefeitura Municipal de Colider

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