Várzea Grande

Adolescentes são conduzidas à Central de Flagrantes após ameaças contra mãe e avó em Várzea Grande

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A Guarda Municipal de Várzea Grande atendeu, no final da tarde desta segunda-feira (14), uma ocorrência envolvendo duas adolescentes suspeitas de ameaçar e tentar agredir familiares dentro de uma residência no bairro Santa Clara. A equipe foi acionada pelo Centro de Inteligência Municipal de Segurança, por meio do telefone 153, após receber informações sobre um conflito familiar.

De acordo com os relatos apresentados aos agentes, as adolescentes teriam adotado comportamento agressivo e feito ameaças graves contra a mãe e a avó de uma delas, inclusive afirmando que as vítimas seriam mortas. Os familiares relataram ainda que os conflitos no ambiente doméstico seriam recorrentes e que, em uma ocorrência anterior, uma das menores teria agredido fisicamente a própria mãe, que chegou a perder a consciência e precisou receber atendimento médico.

Durante o atendimento, os familiares informaram que uma das adolescentes havia deixado a residência no sábado (12) e retornado somente na segunda-feira. Ao ser questionada sobre onde havia permanecido durante o período, teria apresentado comportamento agressivo e tentado sair novamente do imóvel.

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Os familiares também manifestaram preocupação com o comportamento das adolescentes e relataram suspeitas relacionadas ao possível uso de entorpecentes. Diante da situação e por envolver menores de idade, a Guarda Municipal acionou o Conselho Tutelar, que acompanhou o caso e orientou o encaminhamento das adolescentes à Central de Flagrantes para as providências cabíveis.

As duas menores foram conduzidas separadamente, acompanhadas por familiares e com apoio de uma segunda equipe da Guarda Municipal. Segundo a corporação, não houve necessidade de uso de algemas e não foram registrados incidentes durante o deslocamento.

As partes foram apresentadas na Central de Flagrantes, onde o caso ficou à disposição da autoridade competente para os procedimentos legais.

A Guarda Municipal de Várzea Grande reforça que atua na proteção da população e, em ocorrências envolvendo crianças e adolescentes, trabalha de forma integrada com o Conselho Tutelar e demais órgãos da rede de proteção, buscando preservar a segurança das vítimas e garantir o encaminhamento adequado de cada situação.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Setembro Amarelo leva acolhimento, escuta e informação sobre saúde mental à comunidade de VG

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Uma manhã de acolhimento, escuta e muita emoção marcou a ação do Setembro Amarelo realizada na Unidade de Saúde da Família do Jardim Santa Isabel, em Várzea Grande. Coordenada pela equipe da unidade, sob responsabilidade da enfermeira Cida Campos, a programação levou informações sobre saúde mental para perto da comunidade de forma leve, participativa e descontraída.

A atividade começou com um alongamento conduzido pelo professor de Educação Física Jonas, preparando os pacientes para uma manhã de interação. Em seguida, a equipe propôs a dinâmica “Explosão de Alívio: você não está sozinho”.

Em um painel, balões traziam palavras que representam sentimentos e situações vivenciadas por muitas pessoas, como medo, raiva, ansiedade e insegurança. Cada participante escolhia um balão relacionado ao sentimento que estava enfrentando naquele momento. Ao estourá-lo, encontrava uma mensagem de encorajamento, como forma de enfrentar e ressignificar aquela emoção.

Depois, a atividade continuava com uma corda, utilizada pelos participantes para extravasar os sentimentos. A proposta era colocar para fora aquilo que, muitas vezes, fica guardado.

A aposentada Maria Lúcia Zanon Ramos, de 64 anos, participou da dinâmica e lembrou de um momento em que precisou do acolhimento da equipe da unidade durante um tratamento para depressão. Segundo ela, após suspender a medicação por conta própria, chegou à unidade nervosa e chorosa e encontrou profissionais dispostos a ouvi-la e orientá-la.

“Quando fiz tratamento de câncer, também precisei muito de pessoas que me ouvissem. Eu precisava falar, desabafar. Então, quando a gente encontra um amigo, uma pessoa que dá atenção, isso é muito importante”, contou.

Na dinâmica, Maria Lúcia escolheu a mensagem “Bota para fora tudo que está dentro do meu coração”. Depois, usou a corda para representar esse momento de colocar para fora aquilo que sentia.

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“Eu sacudi aquela corda com toda a força para botar para fora tudo o que sinto dentro de mim”, relatou.

Atenção aos sinais começa dentro de casa

Durante a programação, o médico de família Anderson Leal também conversou com os pacientes sobre a importância de observar mudanças de comportamento, palavras e atitudes de familiares e pessoas próximas.

Ele reforçou que sinais de sofrimento emocional não devem ser ignorados e que buscar ajuda é fundamental. As unidades de saúde podem realizar o acolhimento, orientar e encaminhar os pacientes quando necessário, de acordo com cada situação.

Para a gerente da unidade, Maristela de Moraes, realizar ações como essa junto à comunidade faz parte do papel da saúde pública.

“É muito importante a unidade estar à frente de ações como essa, próxima da comunidade, principalmente para tratar de um assunto tão importante como o Setembro Amarelo. Nosso papel como saúde é acolher, orientar e encaminhar os pacientes que estão enfrentando problemas como depressão e ansiedade”, destacou.

Olhar atento pode ajudar a identificar sinais

A responsável técnica da unidade, enfermeira Cida Campos, ressalta que o cuidado com a saúde mental precisa acontecer durante todo o ano, e não somente em setembro.

“É muito importante que toda a equipe se mobilize, tanto pelos profissionais da saúde quanto pela população que precisa de ajuda. Temos que estar aqui de braços abertos para acolher, dar um abraço e uma palavra de conforto. O Setembro Amarelo reforça essa atenção, mas esse cuidado precisa existir o ano inteiro”, afirmou.

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Cida também chama a atenção para a necessidade de profissionais e familiares observarem mudanças no comportamento, principalmente entre adolescentes. Segundo ela, a unidade já recebeu casos de adolescentes em sofrimento emocional que apresentavam sinais de automutilação.

Em um dos casos, uma adolescente chegou acompanhada pela coordenadora da escola. Ela era retraída, falava pouco e costumava usar blusas de manga comprida mesmo em dias de calor. A escola não havia identificado inicialmente o motivo do comportamento, mas buscou a unidade para pedir orientação.

A equipe realizou o acolhimento e, diante dos sinais identificados, fez o encaminhamento adequado para acompanhamento especializado.

“É muito importante nós, profissionais da saúde, estarmos atentos. Muitas vezes, os adolescentes usam blusas de frio, capuz ou mangas compridas para esconder as marcas. Precisamos ter essa percepção no olhar e prestar atenção às mudanças de comportamento”, explicou Cida.

Quando necessário, os casos são encaminhados para os serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), além de acompanhamento com profissionais especializados e ações integradas ao Programa Saúde na Escola.

A ação no Jardim Santa Isabel mostrou que falar sobre saúde mental também pode ser uma oportunidade para criar vínculos, estimular a escuta e lembrar que ninguém precisa enfrentar sozinho sentimentos que parecem difíceis de suportar.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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