Várzea Grande

Desfile dos 159 anos de Várzea Grande terá espetáculo na avenida e sobrevoo do Ciopaer

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A Comissão Organizadora do Desfile Cívico de Várzea Grande realizou, nesta sexta-feira (17), uma reunião na Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer para alinhar os últimos detalhes da programação em comemoração aos 159 anos do município.

O encontro reuniu representantes das unidades escolares, equipe técnica e membros da comissão, com o objetivo de definir os temas das apresentações, a ordem das participações e o trajeto oficial do desfile.

Neste ano, o evento ganha ainda mais significado ao adotar como eixo central o tema “Mulher”, uma homenagem à força, à história e à contribuição feminina na construção da identidade várzea-grandense. A proposta é que todas as escolas desenvolvam seus enredos a partir desse tema, valorizando diferentes perspectivas e narrativas que evidenciem o protagonismo feminino.

De acordo com o membro da comissão organizadora, Almindo Filho, embora haja um tema norteador, cada unidade escolar terá autonomia criativa. “O tema ‘Mulher’ é o nosso fio condutor, mas as unidades têm liberdade para escolher seus subtemas e desenvolver suas apresentações de acordo com suas realidades e propostas pedagógicas”, destacou.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, reforçou a importância da proposta para o fortalecimento da identidade cultural do município. “Celebrar os 159 anos de Várzea Grande com um tema tão significativo é valorizar a história construída por tantas mulheres que contribuíram e ainda contribuem para o desenvolvimento da nossa cidade. Será um desfile emocionante, preparado com muito carinho por nossas escolas”, afirmou.

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A abertura do desfile contará com um carro alegórico especialmente preparado, trazendo uma representação simbólica do universo feminino. O início da celebração também será marcado pelo tradicional sobrevoo do helicóptero do Ciopaer, que promete encantar o público e dar ainda mais grandiosidade ao evento.

Na sequência, as escolas apresentarão suas alegorias com temas como empoderamento feminino, o papel da mulher na sociedade, o amor materno, a presença feminina na política e nas profissões, além da valorização das mulheres de Várzea Grande e suas contribuições para o desenvolvimento da cidade.

O desfile será realizado no dia 15 de maio, a partir das 16h, na Avenida Couto Magalhães, na região central.

Ao todo, 12 unidades escolares participarão do evento, sendo cinco com fanfarras, garantindo ainda mais brilho e musicalidade. Participam as EMEBs Lenine de Campos Póvoa, Profª Irenice Godoy, Lúcia Leite de Campos, Faustino Antônio da Silva e Senhora Dirce Leite de Campos, além das unidades Alino Ferreira, Aristides Pompeo de Campos, Gonçalo Domingos de Campos, Abdalla José de Almeida, Emanuel Benedito de Arruda, Mário Antunes e Benedita Bernardina.

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Mais do que uma celebração cívica, o desfile se consolida como um momento de reconhecimento da história de Várzea Grande, construída ao longo de 159 anos com a contribuição de homens e, sobretudo, de mulheres que ajudaram a moldar a identidade forte e acolhedora do município.

A programação também contará com a participação de instituições civis e militares, como Exército, Polícia Militar, Academia da Polícia Militar de Mato Grosso (APMCV), Corpo de Bombeiros, Ciopaer, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Marinha do Brasil e Aeronáutica.

O encerramento ficará por conta da Guarda Municipal de Várzea Grande, ao lado da Banda Municipal de Várzea Grande “Manoel Teixeira de Oliveira” vinculada à Superintendência de Cultura, prometendo um final de grande emoção e brilho.

A expectativa da organização é de que a população prestigie o evento e se encante com as apresentações, que devem unir cultura, beleza e reflexão em um verdadeiro espetáculo de cidadania — celebrando histórias que, neste ano, têm nome, voz e a força das mulheres.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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