Várzea Grande

Vovô Zeid celebra Dia das Mães com cuidados, alegria e inclusão social

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O Centro de Convivência Vovô Zeid realizou, nesta sexta-feira (8), em Várzea Grande, uma programação especial em homenagem ao Dia das Mães. A ação reuniu idosos atendidos pelo serviço em um momento marcado por acolhimento, emoção e valorização da terceira idade.

Durante toda a manhã, os participantes tiveram acesso a café da manhã, serviços de beleza e bem-estar, vacinação, massagens, cuidados com unhas, corte de cabelo, apresentações culturais e o tradicional bailinho, que animou o público e reforçou o espírito de convivência e integração.

A prefeita Flávia Moretti, que participou do evento, destacou que a celebração é também uma forma de reconhecer a contribuição dos idosos para o desenvolvimento do município.

“Comemorar o Dia das Mães no Vovô Zeid é celebrar avós e bisavós que ajudaram a construir nossa cidade. Muitos idosos dizem que, se estivessem em casa, estariam sozinhos e desanimados. Aqui, eles encontram acolhimento, cuidado e alegria. É um espaço que fortalece vínculos e contribui para o crescimento humano do município”, afirmou.

Acompanhando a mãe durante a celebração, Andrea Prado ressaltou a transformação vivida pela idosa após ingressar nas atividades oferecidas no local.

“Sou prova de como o centro transforma a vida das pessoas. Minha mãe desenvolveu o lado cognitivo, voltou a ter alegria, fez amizades e até aprendeu crochê. Fico muito feliz e incentivo sempre a participação dela. Só tenho a agradecer à Prefeitura e aos cuidadores”, disse, emocionada.

Já Denilse Prado celebrou a nova fase de vida, marcada por acolhimento e convivência.

“Estou muito feliz em passar esse dia com minha filha. Antes eu era solitária, hoje tenho uma nova vida. Aqui é tudo de bom”, afirmou.

A secretária municipal de Assistência Social, Cristina Saito, reforçou que o espaço vai além de datas comemorativas e atua diretamente no combate ao isolamento social.

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“Aqui não é só festa. É um espaço de convivência que retira o idoso do isolamento, promove interação, aprendizado e bem-estar. Eles já cuidaram de tantas pessoas ao longo da vida e merecem esse cuidado. A maioria dos participantes é formada por mulheres”, pontuou.

O Centro de Convivência Vovô Zeid, vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social, oferece oficinas socioeducativas, culturais e atividades de convivência, fortalecendo ações de envelhecimento ativo e inclusão social no município.

O espaço é destinado a pessoas com 60 anos ou mais que possuam o Número de Identificação Social (NIS). O atendimento é gratuito e tem como objetivo prevenir situações de vulnerabilidade, reduzir o isolamento e fortalecer vínculos familiares e comunitários.

O acesso pode ser feito por procura espontânea do idoso ou de familiares, além de encaminhamentos realizados pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e por outras políticas públicas. Após o cadastro, o idoso passa a integrar os grupos de convivência e pode escolher as oficinas conforme a disponibilidade de vagas. Caso não haja vagas imediatas, o nome é incluído em lista de espera.

As atividades são realizadas nos períodos matutino e vespertino, com acompanhamento técnico e, quando necessário, atendimento mensal às famílias.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Várzea Grande

Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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