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A marca e o sopro

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“Isso vai estar em mim pra sempre, como uma marca, então já era doutor, vou pra cima! “. Um menino que assumiu matar pelo comando vermelho me disse isso na delegacia de polícia. Queria dizer coisas para ele, mas a vida não para, infelizmente, já que ela é tão rara. Resolvi escrever já que o papel aceita recortes e paralisa um pouco a vida, quando escrevemos com raízes. Queria dizer para ele que nada nos define, ou melhor, tudo nos define! Nada separadamente nos conduz a nenhuma espécie de fatalidade imperiosa. Há alguma coisa que escapa ao passado. E eu juro para você menino, existe algo no presente e no futuro que escapa à fatalidade. Sim! Eu sei que os que estudaram o ser humano profundamente disseram das marcas da infância, mas a relação entre o anterior e o que segue é uma relação de integração, uma relação da parte com o todo. Mesmo que eles queiram, e consigam às vezes, nada está fixado. A gente não é traçado definitivamente por um ato. O ser humano não é um ato isolado, não é um erro, não é uma filiação. Há sempre espaço para reconstrução, para reinvenção. Nenhuma experiência que vivemos permanece atuando de forma intacta na gente; ela é sempre revisitada e transformada pelo caminho da nossa vida. Mire e veja, menino, não estou dizendo que o presente suprime o passando, mas que tudo contribui para seu ser. Como disse Hegel, conservar transformando. Menino, leve em consideração tais possibilidades, preste viva atenção aos estranhos mitos da alma, observe o que acontece com você, esteja em concordância ou não com os pressupostos teóricos defendido por eles. O lado mítico do homem encontra-se hoje frequentemente frustrado. O homem não sabe mais fabular. E com isso perde muito. Para o coração e para a alma, essa atividade é como um sopro vital — um gesto que cura, que acalma, que devolve sentido ao sentir. Vai pra cima, menino *Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça em Mato Grosso.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MPMT promove alinhamento estratégico da rede de proteção em Juara

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A Promotoria de Justiça Cível de Juara (a 709 km de Cuiabá) promoveu, na quinta-feira (17), uma reunião de alinhamento com instituições que integram a rede de proteção à infância e à juventude do município. A iniciativa teve como objetivo fortalecer a atuação estratégica e integrada dos órgãos responsáveis pela garantia dos direitos de crianças e adolescentes, com a definição de diretrizes voltadas ao aprimoramento dos fluxos de atendimento e à delimitação mais clara das atribuições de cada instituição.Coordenado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o encontro foi realizado na sede do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e reuniu representantes do Poder Judiciário, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Creas, da Casa de Passagem Francisca Isaura, do Conselho Tutelar e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), órgãos que compõem a rede de proteção no município.Durante a reunião, foram debatidos aspectos relacionados ao funcionamento da rede, com destaque para a necessidade de aperfeiçoar a comunicação entre os serviços, consolidar fluxos de atendimento mais eficientes e definir com maior precisão as responsabilidades de cada órgão. Também foi ressaltada a importância da articulação permanente entre as instituições para garantir respostas mais ágeis e eficazes às demandas envolvendo crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.Outro tema abordado foi o fortalecimento dos procedimentos relacionados à Ficha de Comunicação do Aluno Infrequente (Ficai) e à busca ativa escolar, ferramentas consideradas estratégicas para o enfrentamento da evasão e da infrequência escolar. A proposta é ampliar a capacidade de identificação precoce de situações de risco e assegurar a adoção das medidas necessárias para a permanência dos estudantes no ambiente educacional.Na ocasião, o Ministério Público informou que passará a realizar acompanhamento sistemático das ações desenvolvidas pela rede de proteção, por meio de avaliações periódicas sobre o cumprimento das atribuições institucionais e a efetividade dos atendimentos prestados. A medida permitirá identificar desafios, corrigir eventuais falhas de comunicação e promover melhorias contínuas nos fluxos de trabalho e na integração entre os órgãos.A qualificação permanente dos profissionais que atuam diretamente no atendimento de crianças e adolescentes também foi apontada como prioridade. Nesse contexto, foi destacada a importância da participação contínua de conselheiros tutelares, equipes do Creas e demais serviços especializados em atividades de capacitação e atualização técnica.No fim do encontro, ficou definida a adoção de medidas permanentes para o aperfeiçoamento e a formalização dos fluxos de atendimento, incluindo a elaboração de fluxogramas que orientem os encaminhamentos e estabeleçam de forma objetiva as responsabilidades de cada instituição integrante da rede de proteção.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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