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MP recomenda ações para preservação do patrimônio público em MT

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A Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e da Probidade recomendou às Promotorias de Justiça que atuam na área em Mato Grosso, nesta quinta-feira (4), a adoção de práticas voltadas à prevenção e reparação de danos ao patrimônio público. O objetivo é contribuir para a melhoria contínua dos serviços públicos e fortalecer a cultura de integridade na gestão pública. A recomendação orienta as unidades a atuarem junto aos órgãos responsáveis, promovendo ações que vão além da punição, com foco na conscientização e na cidadania, reforçando a importância de medidas preventivas e pedagógicas para garantir a integridade dos bens públicos.Entre as orientações está a articulação com órgãos e entidades responsáveis pela gestão de bens públicos, móveis e imóveis, para aprimorar rotinas de prevenção e tratamento de casos de depredação, garantindo a apuração dos fatos, a definição de formas de recomposição dos danos e, quando necessário, a responsabilização dos envolvidos, conforme a legislação vigente.Outra diretriz é o fomento a ações pedagógicas e orientativas, que acompanhem as medidas de reparação, evitando respostas exclusivamente punitivas. As iniciativas devem incluir atividades de conscientização e preservação do patrimônio público, além de projetos voltados à cidadania, ética e uso responsável dos espaços, com participação de estudantes, famílias, usuários e comunidade.A Procuradoria recomendou também a inclusão de dispositivos preventivos em acordos e ajustes celebrados em defesa do patrimônio Público, bem como o intercâmbio de experiências entre Promotorias de Justiça, para alinhamento de iniciativas pedagógicas e troca de boas práticas voltadas à prevenção e reparação de danos ao patrimônio público.

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Imagem: Freepik.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

MPMT contesta decisão e cobra solução para bem-estar animal em Cuiabá

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) protocolou, nesta quinta-feira (6), agravo de instrumento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) requerendo medidas urgentes para assegurar a efetiva implementação da política municipal de bem-estar animal em Cuiabá. O recurso foi interposto pela 16ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital após a Vara Especializada do Meio Ambiente indeferir, pela segunda vez, o pedido de bloqueio de R$ 15 milhões das contas do Município. De acordo com o MPMT, os recursos são indispensáveis para garantir atendimento veterinário 24 horas, aquisição de ração, medicamentos e outros insumos, além da execução de obras e adequações estruturais no Canil Municipal, assegurando, assim, “a salvação dos animais sob custódia do réu”. O recurso foi distribuído à Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo do TJMT. No agravo, o promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel argumentou que o Município vem descumprindo, de forma reiterada, as obrigações assumidas no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2016 e homologado judicialmente. O acordo prevê a estruturação, manutenção e execução efetiva da política pública municipal de proteção e bem-estar animal. “O momento processual exige cumprimento, e não nova negociação; exige efetivação do título executivo, e não a reabertura de uma fase consensual há muito superada”, assinalou o promotor de Justiça no recurso. O Ministério Público também questionou a decisão que atribuiu à instituição a elaboração de um plano financeiro e operacional para execução das medidas emergenciais. Conforme sustenta no recurso, essa responsabilidade é exclusiva da administração municipal. “O Ministério Público não administra o Poder Executivo. Não executa despesas públicas. Não realiza planejamento governamental. Não elabora programas administrativos. Não seleciona fornecedores. Não promove gestão orçamentária. Não atua como ordenador de despesas”, argumentou Joelson Maciel. Além do bloqueio dos recursos via Sisbajud, o MPMT requereu que seja afastada a determinação para que o órgão ministerial apresente um plano de aplicação dos valores e que o processo não seja encaminhado ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc). “Depois de mais de uma década de discussões, negociações, acompanhamentos, fiscalizações, celebração de TAC e homologação judicial, o retorno do feito ao Cejusc não representa avanço procedimental, mas verdadeira marcha ré da atividade jurisdicional executiva”, destacou o recurso. Segundo o promotor de Justiça, a fase de negociação consensual já foi amplamente esgotada ao longo dos anos. “O processo não pode transformar-se em mecanismo permanente de rediscussão de obrigações já assumidas, tampouco em espaço indefinido para sucessivas tentativas conciliatórias. A experiência concreta destes autos demonstra que não faltaram reuniões, diálogo institucional ou oportunidades de composição. O que falta é o efetivo cumprimento do compromisso assumido pelo ente municipal”, acrescentou. Histórico – O impasse judicial tem origem no cumprimento de sentença decorrente do TAC firmado entre o Ministério Público e o Município de Cuiabá em 2016. Em manifestação protocolada no dia 29 de julho deste ano, o MPMT reiterou o pedido de bloqueio de R$ 15 milhões, sustentando que a medida possui caráter coercitivo e visa garantir a execução das obrigações assumidas pela administração municipal na área de bem-estar animal. Na decisão proferida em 5 de agosto, a Vara Especializada do Meio Ambiente indeferiu o pedido de bloqueio dos recursos e determinou a realização de novas diligências para complementação das provas. Também foi determinada a remessa dos autos ao Cejusc Ambiental para tentativa de solução consensual. Processo nº 0000846 60.2015.8.11.0082

Fonte: Ministério Público MT – MT

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