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MPMT reforça mobilização para ampliar acesso a recursos para educação

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Com o lançamento do projeto “Chama o VAAR”, nesta semana, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) passa a contar com mais uma ferramenta para acompanhar e incentivar o cumprimento de políticas públicas educacionais voltadas à melhoria da qualidade do ensino. A iniciativa foi apresentada pelo Ministério Público brasileiro no dia 21 de julho, durante reunião ordinária do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG).Durante o encontro, foi proposta a adesão dos Ministérios Públicos de todo o país ao projeto. Participaram da reunião o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Rodrigo Fonseca Costa, e o subprocurador-geral de Justiça Jurídico e Institucional, Marcelo Ferra de Carvalho.Desenvolvido pelos Ministérios Públicos da Bahia e de Minas Gerais, o projeto tem como objetivo fortalecer a atuação dos promotores de Justiça na fiscalização das condicionalidades exigidas para o recebimento do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), modalidade de complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).A iniciativa consiste em uma plataforma digital que reúne informações, ferramentas e estratégias para apoiar a atuação dos membros do Ministério Público no acompanhamento das políticas públicas educacionais, além de estimular estados e municípios a cumprirem os requisitos necessários para a habilitação ao recebimento dos recursos do VAAR. Acesse aqui.Dados disponibilizados pelo projeto mostram que, dos 5.569 municípios brasileiros, 3.067 (55,1%) já estão habilitados ao recebimento dos recursos, enquanto 2.502 (44,9%) ainda não cumprem todos os requisitos legais.Cenário local – Em Mato Grosso, além do Estado, 38 municípios ainda não atendem aos critérios mínimos para receber os recursos do VAAR referentes a 2026. São eles: Alto Araguaia, Alto Taquari, Araguainha, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Cáceres, Campinápolis, Campo Verde, Canarana, Comodoro, Cuiabá, Diamantino, Glória D’Oeste, Guarantã do Norte, Ipiranga do Norte, Itiquira, Juara, Juscimeira, Lucas do Rio Verde, Luciara, Nobres, Nova Maringá, Nova Xavantina, Planalto da Serra, Poconé, Ponte Branca, Porto Esperidião, Porto Estrela, Poxoréu, Ribeirãozinho, Santa Carmem, Santo Antônio do Leste, São José do Rio Claro, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Tapurah e Várzea Grande.Nesse contexto, o projeto surge como um importante instrumento de apoio à atuação ministerial, permitindo o monitoramento da situação de cada ente federativo e oferecendo subsídios para o diálogo institucional com gestores públicos, com o objetivo de ampliar o acesso aos recursos destinados à educação.O que é o VAAR – É uma modalidade de complementação da União ao Fundeb destinada às redes públicas de ensino que demonstram avanços na qualidade da educação, na gestão educacional e na redução das desigualdades. Na prática, o repasse funciona como um incentivo às boas práticas de gestão e à melhoria dos resultados educacionais.Para ter acesso aos recursos, estados, municípios e o Distrito Federal devem cumprir cinco condicionalidades previstas em lei: adoção de critérios técnicos para a escolha de gestores escolares; participação mínima de 80% dos estudantes nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb); redução das desigualdades educacionais, socioeconômicas e raciais; implementação do regime de colaboração entre estados e municípios; e alinhamento dos referenciais curriculares à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).Além disso, os entes federativos precisam demonstrar evolução nos indicadores de atendimento e aprendizagem, com redução das desigualdades, para se habilitarem ao recebimento da complementação da União.(Com informações do CNPG e do MPCE)
Foto: Magnific

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Operação Salve Geral desarticula núcleo criminoso em Sinop

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Salve Geral para desarticular a atuação de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho que exerciam a função de “disciplina”. Os investigados são apontados como responsáveis por coordenar e determinar a prática de crimes tanto no interior da Penitenciária Regional Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecida como “Ferrugem”, quanto em diferentes regiões do município de Sinop.As investigações apontam que os alvos ocupavam posições relevantes na estrutura da organização criminosa, sendo responsáveis por ordenar e executar ações voltadas à manutenção do poder da facção. Entre os crimes investigados estão tortura, extorsão, latrocínio e tráfico de drogas, além de outras infrações praticadas em benefício do grupo criminoso.Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão contra os principais investigados. Durante a operação, as equipes apreenderam entorpecentes, munições, aparelhos celulares e outros materiais de interesse para a investigação. Os itens serão submetidos à perícia e utilizados no aprofundamento das apurações, podendo contribuir para a identificação de outros envolvidos.As ordens judiciais foram cumpridas em diferentes endereços de Sinop e também no interior da Penitenciária Regional “Ferrugem”. A ação reforça o enfrentamento à criminalidade organizada, especialmente à atuação de lideranças criminosas que continuam exercendo influência mesmo durante o cumprimento de pena.
A operação contou com a atuação integrada do Gaeco, com apoio do 3º Comando Regional da Polícia Militar, do 11º Batalhão da Polícia Militar, por meio das equipes do GAP e do Raio, da 26ª Companhia Independente de Força Tática, do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal, de policiais penais de Sinop, da Polícia Civil e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, não sendo descartadas novas medidas investigativas e judiciais.O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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