Tribunal de Justiça de MT

Organização e agilidade marcam entrega de kits da 7ª Corrida do Judiciário

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Começou nesta sexta-feira (07) a entrega dos kits aos atletas que irão participar da 7ª Corrida do Judiciário. A retirada dos materiais pode ser feita até o sábado (08), na loja Beto Sports do Pantanal Shopping, no período das 12h às 19h. A prova de rua ocorrerá no domingo (09), com largada às 6h em frente ao Fórum de Cuiabá.
Um dos primeiros a retirar o kit foi o vigilante Francisco Antero da Guia, que enfrentará o percurso de 10 km. Acostumado a participar de provas de rua em Cuiabá, o corredor destacou a organização e rapidez na entrega dos kits. Com seu conjunto em mãos, ele afirmou que a expectativa agora é por um bom desempenho no domingo.
“Participei de quase todas as edições da corrida do Judiciário e a retirada do kit foi muito tranquila e rápida. Cheguei, peguei e já estou pronto para correr. Agora, quero que o domingo chegue logo. A corrida salvou minha vida. Então, hoje eu tenho esse prazer de conseguir treinar e correr”, relatou Francisco.
O kit da Corrida do Judiciário é composto por camiseta com tecido tecnológico e biodegradável, mochila, garrafa reutilizável (squeeze), número de peito, chip eletrônico e sacolas sustentáveis produzidas por reeducandos de Mato Grosso. Todos que concluírem a prova receberão medalhas e os três primeiros colocados de cada categoria serão premiados com troféus.
Para retirada, o atleta deve levar, obrigatoriamente, um documento oficial de identificação com foto e comprovante da inscrição paga. A entrega pode ser feita para um representante, mediante a apresentação da cópia de documento oficial com foto e o comprovante da inscrição. Não haverá entrega de kits no dia da corrida.
Vindo de Sorriso para participar da competição, Ana Carla Fagundes enfatizou que também está com expectativa alta para a corrida. “Viemos de Sorriso e vamos fazer os 5 km da Corrida do Judiciário. A gente já ouviu falar bastante da corrida e resolvemos aproveitar, curtir e praticar esporte”, disse a atleta.
Sobre o evento
A 7ª Corrida do Judiciário é realizada com o objetivo de promover a integração social, saúde e cidadania. A prova terá percursos de 2 km, 5 km e 10 km, e será dividida entre as categorias: público geral – masculino e feminino; servidor ou magistrado – masculino e feminino; e pessoas com deficiência (PCD) – masculino e feminino.
O evento é promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sob a coordenação do Desembargador Rodrigo Roberto Curvo, e conta com a parceria da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM).
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Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

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Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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