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Calor baixa pressão do hipertenso? MAX LIMA

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A resposta é sim. Por isso nessa época do ano em que o calor é exaustivo aqui na região metropolitana é importante que hipertensos e cardiopatas que utilizam medicamentos vasodilatadores fiquem atentos para evitar quedas bruscas de pressão baixa.

A queda de pressão geralmente causa não só tontura ou vista embaçada, mas também desmaios e até distúrbios nas artérias coronárias.

O que acontece é que nas altas temperaturas, as artérias ficam mais dilatadas e ofereçam mais espaço para que o sangue circule entre elas. Portanto, hipertensos e cardiopatas que utilizam medicamentos vasodilatadores devem ficar atentos para evitar sofrer eventuais crises de hipotensão, ou pressão baixa, como dizemos popularmente, já que o problema pode desencadear não só tontura ou vista embaçada, mas também desmaios e até distúrbios nas artérias coronárias.

É importantíssimo passar por uma reavaliação médica.

Pacientes idosos são mais sensíveis às mudanças de temperatura do que os mais jovens. Porém, uma consulta é fundamental em ambos os casos, já que, dependendo do problema, pessoas mais novas talvez precisem alterar o tipo de medicação que utilizam também.

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Inclusive é muito importante ressaltar que qualquer mudança na ingestão de um determinado tipo de medicamento deve ser sempre prescrita por um médico, após a realização de todos os exames necessários e, nunca, por conta do próprio paciente.

Um outro fator capaz de interferir na pressão arterial durante o calor é a desidratação. Em dias quentes o corpo perde uma grande quantidade de líquido e sais minerais. Quando essas substâncias não são repostas adequadamente, o organismo tem dificuldade para funcionar, o que resulta em cansaço excessivo e também em queda de pressão.

Para evitar esse quadro, é fundamental repor as perdas geradas pelo suor por meio da ingestão constante de água, sucos naturais e, com a devida orientação médica, bebidas isotônicas.

Vale lembrar que o consumo de comida gordurosa também deve ser evitado nesta época do ano. Isso porque alimentos desse tipo contribuem para que o fluxo sanguíneo fique concentrado no sistema digestivo, o que pode gerar insuficiência circulatória em outras regiões do corpo e uma bela congestão.

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Max Lima é médico especialista em cardiologia e terapia intensiva

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Credibilidade não se negocia

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João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA
João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA

Por João Pedro

Eu não entrei no mercado médico por acaso. Entrei por observação. Em determinado momento, ficou claro para mim que muitos médicos enfrentavam dificuldade para acessar materiais de qualidade com rapidez e o suporte necessário. Aquilo não era apenas um problema pontual — era uma falha estrutural. E falhas, quando bem compreendidas, abrem espaço para quem está disposto a fazer diferente.

Sem vir da área da saúde, entendi desde o início que não bastava vender. Era preciso estudar, compreender os procedimentos e, principalmente, saber como gerar valor dentro da sala cirúrgica. Foi esse movimento que transformou uma oportunidade em especialização.

O começo não foi simples. A maior barreira era também a mais sensível: credibilidade. Em um ambiente onde não existe margem para erro, confiança não se constrói com discurso. Ela vem da presença, da consistência e da entrega — todos os dias, sem exceção.

Com o tempo, fui estruturando minha atuação em três pilares que sigo até hoje: agilidade, proximidade com o médico e curadoria técnica. Nunca fez sentido trabalhar com volume pelo volume. Sempre enxerguei mais valor em oferecer a solução certa, no momento certo. Naturalmente, a relação deixou de ser apenas comercial e passou a ser de parceria, dentro do próprio procedimento.

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Esse mercado exige que você jogue em duas frentes ao mesmo tempo: a técnica e a relacional. A técnica abre portas, mas é o relacionamento que sustenta. E a confiança, no fim, nasce de atitudes simples — estar presente quando importa, apoiar nos momentos críticos e nunca prometer além do que é possível cumprir.

Minha estratégia de crescimento seguiu essa lógica. Em vez de disputar por preço, optei por construir autoridade e fortalecer relações. Com o tempo, as indicações começaram a acontecer de forma natural — e, dentro desse setor, esse é provavelmente o ativo mais valioso.

Nem todas as decisões foram acertadas. Em algum momento, tentei competir apenas por preço e rapidamente entendi os limites dessa escolha. Foi quando passei a apostar em produtos mais tecnológicos e diferenciados que encontrei um caminho mais consistente de crescimento.

Nos bastidores, os maiores testes vieram com a imprevisibilidade da demanda. Manter a operação de pé, lidando com pressão financeira e emocional, exigiu maturidade e visão de longo prazo. Pensar em desistir aconteceu. Continuar, no entanto, foi uma decisão consciente.

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Com o amadurecimento, vieram também os processos, a padronização e uma gestão mais estruturada. Hoje, crescimento para mim está diretamente ligado à previsibilidade e ao fortalecimento das relações com clientes-chave.

Olhando para frente, o movimento do setor é claro: mais tecnologia, margens mais apertadas e uma exigência cada vez maior por resultado clínico. A tendência é que se destaquem aqueles que conseguem entregar uma solução completa — produto, suporte e logística funcionando de forma integrada.

É nesse grupo que quero estar. De forma consistente, com base sólida e crescimento sustentável.

Ser jovem ainda pode gerar alguma resistência, mas, no fim, o que sustenta qualquer posição nesse mercado são os resultados. E eles precisam falar por si.

Se eu tivesse que resumir tudo em uma ideia simples, seria essa: credibilidade não se constrói no discurso. Ela é consequência de presença, entrega e consistência. E, nesse mercado, isso não é diferencial — é requisito.

João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA. E-mail: [email protected]

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