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Ouro verde: o futuro da mineração já é uma realidade

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Se no século XIX o café era chamado de ouro verde, hoje o próprio metal pode ser chamado dessa forma, basta que a forma de extração dele seja feita sem nenhum dano ambiental. Isso já é realidade e foi comprovado por um trabalho realizado no município de Nossa Senhora do Livramento, região metropolitana de Cuiabá.

Por meio da gravimetria, sem o uso de produtos químicos como o mercúrio, é possível até mesmo processar os rejeitos da mineração convencional, retirando dele o próprio ouro, além de ferro, platina, cobre e o próprio mercúrio, substância responsável por boa parte do dano ambiental causado pela mineração convencional.

O produto usado nesse processamento tem como base o amido de milho, totalmente orgânico, que não causa nenhum tipo de dano ambiental, absorvido totalmente pelo solo, sem deixar nenhum tipo de traço que prejudique a fauna, a flora e os lençóis freáticos, responsável por garantir nosso abastecimento de água potável.

Falando nisso, o processo de extração do ouro verde não usa água potável, ela é reaproveitada justamente da barragem de rejeitos, por meio da decantação, retornando ao processo de mineração. Recurso natural essencial para a vida, todo processo, seja de mineração ou não, deve levar em consideração a economia de água.

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Ao fim do processo de mineração, o que sobra é uma terra limpa de impurezas, inclusive do mercúrio, que, reassentada no local escavado, pode ser usada tranquilamente para a agricultura, sem nenhum risco de contaminação do que for plantado no local. Ou seja, todo o processo realizado não deixa nenhum passivo ambiental a ser recomposto.

Tudo isso já foi feito em Nossa Senhora do Livramento, usando os rejeitos de uma empresa de mineração convencional. Os resultados apresentados foram animadores, demonstraram a viabilidade econômica do processo e, sobretudo, asseguraram a possibilidade de haver uma certificação de procedência e de responsabilidade com o meio ambiente.

Em breve, um novo empreendimento de extração do ouro verde estará em funcionamento em Nossa Senhora do Livramento. E, não tenho dúvidas, esse é o futuro da mineração, no Brasil e no mundo.

Ricardo Padilla de Borbon Neves, empresário

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Credibilidade não se negocia

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João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA
João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA

Por João Pedro

Eu não entrei no mercado médico por acaso. Entrei por observação. Em determinado momento, ficou claro para mim que muitos médicos enfrentavam dificuldade para acessar materiais de qualidade com rapidez e o suporte necessário. Aquilo não era apenas um problema pontual — era uma falha estrutural. E falhas, quando bem compreendidas, abrem espaço para quem está disposto a fazer diferente.

Sem vir da área da saúde, entendi desde o início que não bastava vender. Era preciso estudar, compreender os procedimentos e, principalmente, saber como gerar valor dentro da sala cirúrgica. Foi esse movimento que transformou uma oportunidade em especialização.

O começo não foi simples. A maior barreira era também a mais sensível: credibilidade. Em um ambiente onde não existe margem para erro, confiança não se constrói com discurso. Ela vem da presença, da consistência e da entrega — todos os dias, sem exceção.

Com o tempo, fui estruturando minha atuação em três pilares que sigo até hoje: agilidade, proximidade com o médico e curadoria técnica. Nunca fez sentido trabalhar com volume pelo volume. Sempre enxerguei mais valor em oferecer a solução certa, no momento certo. Naturalmente, a relação deixou de ser apenas comercial e passou a ser de parceria, dentro do próprio procedimento.

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Esse mercado exige que você jogue em duas frentes ao mesmo tempo: a técnica e a relacional. A técnica abre portas, mas é o relacionamento que sustenta. E a confiança, no fim, nasce de atitudes simples — estar presente quando importa, apoiar nos momentos críticos e nunca prometer além do que é possível cumprir.

Minha estratégia de crescimento seguiu essa lógica. Em vez de disputar por preço, optei por construir autoridade e fortalecer relações. Com o tempo, as indicações começaram a acontecer de forma natural — e, dentro desse setor, esse é provavelmente o ativo mais valioso.

Nem todas as decisões foram acertadas. Em algum momento, tentei competir apenas por preço e rapidamente entendi os limites dessa escolha. Foi quando passei a apostar em produtos mais tecnológicos e diferenciados que encontrei um caminho mais consistente de crescimento.

Nos bastidores, os maiores testes vieram com a imprevisibilidade da demanda. Manter a operação de pé, lidando com pressão financeira e emocional, exigiu maturidade e visão de longo prazo. Pensar em desistir aconteceu. Continuar, no entanto, foi uma decisão consciente.

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Com o amadurecimento, vieram também os processos, a padronização e uma gestão mais estruturada. Hoje, crescimento para mim está diretamente ligado à previsibilidade e ao fortalecimento das relações com clientes-chave.

Olhando para frente, o movimento do setor é claro: mais tecnologia, margens mais apertadas e uma exigência cada vez maior por resultado clínico. A tendência é que se destaquem aqueles que conseguem entregar uma solução completa — produto, suporte e logística funcionando de forma integrada.

É nesse grupo que quero estar. De forma consistente, com base sólida e crescimento sustentável.

Ser jovem ainda pode gerar alguma resistência, mas, no fim, o que sustenta qualquer posição nesse mercado são os resultados. E eles precisam falar por si.

Se eu tivesse que resumir tudo em uma ideia simples, seria essa: credibilidade não se constrói no discurso. Ela é consequência de presença, entrega e consistência. E, nesse mercado, isso não é diferencial — é requisito.

João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA. E-mail: [email protected]

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