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Pari Gato, Gaiatos e gatões na janela partidária por Suelme Fernandes

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A uma semana para fechar a janela partidária 07/04, prazo legal para os vereadores mudarem de sigla, o desespero começa a bater em alguns vereadores de Cuiabá.

Diz o ditado quem muito escolhe, acaba escolhido, e muitos terão que escolher na base do desespero um partido para disputar.

É o caso de cinco vereadores que ainda não decidiram seu futuro: Pr. Jeferson, Marcrean Santos, Lilo Pinheiro, Rogério Varanda e Cezinha.

Na chapa Ludio prefeito, ficaram 4 vereadores PT/PV/PcdoB: Edna Sampaio, Mario Nadaf, Marcus Brito e Paulo Henrique.

Ao final é possível que Ludio tenha na sua chapa três siglas, a federação PT/PcdoB/PV, PDT e PSD e chegar a 5 vereadores de mandato nessa coligação se o PSD conseguir filiar um vereador de mandato.

Na Chapa de Abílio Brunini Prefeito PL e PRTB já assinaram Chico 2000 e Felipe Corrêa. Dois vereadores, dois partidos no apoio.

No MDB, que está em litígio pelo comando do diretório, segue o vereador Sgto. Vidal e Luiz Cláudio que é suplente.

Essa sigla é a de maior risco para as candidaturas a reeleição, porque provavelmente o atual prefeito Emanuel Pinheiro lançará seu candidato a prefeito nessa agremiação.

Nas rodas políticas se fala do vereador Luiz Cláudio, Juca do Guaraná e o próprio Stopa que sairia do PV para concorrer. A conferir.

O UB de Botelho abrigou a maior parte dos nomes da oposição do atual prefeito Emanuel Pinheiro: Michely Alencar, Luiz Fernando e Dilemário.

A dúvida é sobre Cezinha Nascimento, que até o momento permanece na sigla, mas existem informações que pode sair por causa do pari gato interno.

O Republicanos de Piveta, também no arco de Botelho, vem com dois nomes com mandato, Eduardo Magalhães e Maysa Leão e está fechado para balanço.

O PP no hall dos partidos grandes ficará com apenas um vereador na chapa, Demilson, mas a pressão para entrada de mais um vereador náufrago é grande, mas Demilson tem segurado a porta com força.

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O PSB de Max Russi ficou com Didimo Vovô e Sgto. Joelson no quadro, assim como PSDB/Cidadania de Avalone manteve Renivaldo e receberá Rodrigo Sá.

È possível que Lilo embarque na sigla até semana que vem.

Entre os partidos chamados pequenos temos alguns candidatos apostando no projeto chamado chapinha: No PODEMOS Kassio Coelho,; Solidariedade, SDD, Adevair Cabral e Kero Kero no Partido da Mulher Brasileira PMB.

O risco das chapinhas não darem certo está mantido, pois existem regras de exclusão por votação mínima individual e por quociente.

Saberemos depois da apuração, mas na Assembleia Legislativa essa estratégia não deu certo em 2022.

Fechado esse tabuleiro de filiações, Botelho tem no seu apoio já definido: Três vereadores do UB; Respectivamente dois no Republicanos, PSB e PSDB; e apenas um no PP, PMB, SDD, PMB e Podemos.

Os três principais candidatos postos até agora á prefeito seguem com os seguintes apoios: Botelho 15 vereadores mas pode chegar a 19; Ludio com 4 vereadores confirmados e Abílio com dois.

Sobram outros cinco vereadores avulsos que ainda não sabem para onde vão.

A única dúvida sobre o PSB é se daqui até a convenção a sigla que está na base do presidente Lula com vice-presidente Alckmin continuará com Botelho na majoritária ou por causa da verticalização cairá nos braços de Ludio, tal qual aconteceu com PDT de Lilo Pinheiro que abandonou o navio.

Os cinco vereadores indecisos podem migrar para quatro siglas pelo menos, o PRD e PSD que não receberam nenhum vereador de mandato, ou PSDB e MDB onde há ainda vagas, porque nas demais siglas estão com a carga do caminhão embarcada e lona amarrada.

A supresa é o PRD que chegou com muito barulho, mas até agora não conseguiu nem montar a chapa de vereadores da capital. De todos os remanescentes Cesinha e Macream é oque mais amedronta, porque teve quase 4 mil votos nas eleições passadas e virou bicho papão.

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Pr. Jeferson, Marcrean Santos, Lilo Pinheiro, Rogério Varanda e Cezinha já declararam que vão buscar partidos que apóiem Eduardo Botelho.

Os sem tetos das siglas podem embarcar no MDB de Emanuel Pinheiro. O partido do atual prefeito pode seguir dois caminhos: lançar candidato próprio na intenção de negociar apoio eleitoral num segundo turno ou embarcar no projeto Ludio seguindo o alinhamento nacional.

Vamos aguardar.

Há quem diga que ele com a máquina ainda tem 15% dos votos e que pode influenciar o jogo no segundo turno e outros que chegou a hora do abandonar o barco e seus comissionados vão procurar um outro porto seguro porque o cafezinho da prefeitura já está frio.

Outras siglas como PDT, Democracia Cristão DC, Novo e o PRTB estão formando chapinhas avulsas sem vereadores de mandato.

Aos poucos o tabuleiro eleitoral vai sendo montado e podemos ter maior clareza sobre os arranjos políticos eleitorais.

Abílio aposta suas forças na vinda de Bolsonaro dia 08/04, Ludio em Lula e Botelho na estrondosa da aliança partidária, de Mauro Mendes e de 21 deputados estaduais.

A garantia do apoio dos vereadores na chapa dos candidatos a prefeito, não necessariamente garante a eleição do candidato majoritário, mas ajuda muito, pois, esses agentes sabem o caminho do voto e tem suas bases consolidadas.

Mas em política não existe regra, só referência, basta lembrar que nas eleições passadas 2020, houve 60% de renovação das cadeiras daquele parlamento.

Por isso política é emocionante, inexiste rotina e métrica e tudo pode acontecer daqui até dia 07/04. Conforme aparecerem novas propostas de apoio e estrutura financeira aos postulantes nessa reta final, esse arranjo que desenhamos logo acima pode se desmontar da noite para o dia.

Por hora essa é a fotografia estática que temos, mas a política continuará em movimento até o prazo final. Vamos aguardar!

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Credibilidade não se negocia

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João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA
João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA

Por João Pedro

Eu não entrei no mercado médico por acaso. Entrei por observação. Em determinado momento, ficou claro para mim que muitos médicos enfrentavam dificuldade para acessar materiais de qualidade com rapidez e o suporte necessário. Aquilo não era apenas um problema pontual — era uma falha estrutural. E falhas, quando bem compreendidas, abrem espaço para quem está disposto a fazer diferente.

Sem vir da área da saúde, entendi desde o início que não bastava vender. Era preciso estudar, compreender os procedimentos e, principalmente, saber como gerar valor dentro da sala cirúrgica. Foi esse movimento que transformou uma oportunidade em especialização.

O começo não foi simples. A maior barreira era também a mais sensível: credibilidade. Em um ambiente onde não existe margem para erro, confiança não se constrói com discurso. Ela vem da presença, da consistência e da entrega — todos os dias, sem exceção.

Com o tempo, fui estruturando minha atuação em três pilares que sigo até hoje: agilidade, proximidade com o médico e curadoria técnica. Nunca fez sentido trabalhar com volume pelo volume. Sempre enxerguei mais valor em oferecer a solução certa, no momento certo. Naturalmente, a relação deixou de ser apenas comercial e passou a ser de parceria, dentro do próprio procedimento.

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Esse mercado exige que você jogue em duas frentes ao mesmo tempo: a técnica e a relacional. A técnica abre portas, mas é o relacionamento que sustenta. E a confiança, no fim, nasce de atitudes simples — estar presente quando importa, apoiar nos momentos críticos e nunca prometer além do que é possível cumprir.

Minha estratégia de crescimento seguiu essa lógica. Em vez de disputar por preço, optei por construir autoridade e fortalecer relações. Com o tempo, as indicações começaram a acontecer de forma natural — e, dentro desse setor, esse é provavelmente o ativo mais valioso.

Nem todas as decisões foram acertadas. Em algum momento, tentei competir apenas por preço e rapidamente entendi os limites dessa escolha. Foi quando passei a apostar em produtos mais tecnológicos e diferenciados que encontrei um caminho mais consistente de crescimento.

Nos bastidores, os maiores testes vieram com a imprevisibilidade da demanda. Manter a operação de pé, lidando com pressão financeira e emocional, exigiu maturidade e visão de longo prazo. Pensar em desistir aconteceu. Continuar, no entanto, foi uma decisão consciente.

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Com o amadurecimento, vieram também os processos, a padronização e uma gestão mais estruturada. Hoje, crescimento para mim está diretamente ligado à previsibilidade e ao fortalecimento das relações com clientes-chave.

Olhando para frente, o movimento do setor é claro: mais tecnologia, margens mais apertadas e uma exigência cada vez maior por resultado clínico. A tendência é que se destaquem aqueles que conseguem entregar uma solução completa — produto, suporte e logística funcionando de forma integrada.

É nesse grupo que quero estar. De forma consistente, com base sólida e crescimento sustentável.

Ser jovem ainda pode gerar alguma resistência, mas, no fim, o que sustenta qualquer posição nesse mercado são os resultados. E eles precisam falar por si.

Se eu tivesse que resumir tudo em uma ideia simples, seria essa: credibilidade não se constrói no discurso. Ela é consequência de presença, entrega e consistência. E, nesse mercado, isso não é diferencial — é requisito.

João Pedro é empresário e atua na Gestão Hospitalar em MT, MS e RO e PA. E-mail: [email protected]

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