Saúde

Acompanhamento técnico acelera obras de saúde em municípios do Rio Grande do Sul

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O Ministério da Saúde segue acompanhando a execução de obras de saúde em municípios do Rio Grande do Sul atingidos pelas enchentes de maio de 2024. A atuação ocorre por meio do acordo de cooperação com o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS) e envolve apoio técnico contínuo às prefeituras para qualificar projetos, orientar decisões e dar maior fluidez à execução das intervenções.

Atualmente, o acompanhamento abrange 101 Unidades Básicas de Saúde (UBS) em diferentes regiões do estado. O trabalho inclui monitoramento das obras, reuniões periódicas com gestores municipais, visitas técnicas em campo e consultorias especializadas acionadas conforme as demandas identificadas ao longo da execução.

Entre as frentes de apoio estão a revisão de orçamentos, a análise de projetos de engenharia e arquitetura, a adequação das propostas às condições dos terrenos, a elaboração de estudos técnicos preliminares e termos de referência, além do suporte aos processos licitatórios e à obtenção de licenças. “Quando surgem dúvidas sobre o modelo de licitação ou sobre os valores estimados das obras, realizamos análises técnicas e jurídicas e apresentamos alternativas compatíveis com o cronograma e os recursos disponíveis”, explica Laicia Freitas de Lima, engenheira civil do UNOPS responsável pelo acompanhamento das atividades no estado.

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O acompanhamento técnico tem contribuído para ajustes em diferentes municípios. Em São José do Norte, a consultoria identificou que o orçamento inicialmente previsto para a reforma de uma UBS estava subestimado, recomendando adequações para garantir funcionalidade, segurança e qualidade da obra. Já em Canoas, onde as enchentes comprometeram o funcionamento do Hospital de Pronto Socorro do bairro Mathias Velho, a atuação em engenharia clínica possibilitou o redimensionamento dos equipamentos médicos necessários à retomada dos atendimentos.

Em Eldorado do Sul, uma unidade básica permaneceu alagada por semanas, com danos estruturais significativos. Nesse caso, o apoio técnico indicou melhorias em ventilação, acessibilidade e adequação construtiva, além da adoção de medidas de drenagem e contenção para reduzir o risco de novos alagamentos.

Além das consultorias pontuais, o acompanhamento sistemático das obras permite identificar ajustes técnicos ainda durante a execução. “Esse monitoramento ajuda a evitar atrasos e retrabalho, contribuindo para o uso mais eficiente dos recursos públicos e para a retomada dos serviços de saúde”, destaca Cecília Abdo, gerente do projeto no UNOPS.

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Para o Ministério da Saúde, experiência no Rio Grande do Sul reforça a importância do apoio técnico qualificado em contextos de reconstrução. Segundo Dirceu Klitzke, o coordenador-geral de Programação do Financiamento da Atenção Primária da pasta, a cooperação com o UNOPS fortalece a capacidade de resposta dos municípios. “A experiência no Rio Grande do Sul mostra que é possível avançar com obras públicas mesmo em cenários complexos, com mais eficiência, transparência e foco na qualidade das entregas”, afirmou.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Nova fase da Operação Gota beneficia 20 comunidades indígenas na Amazônia

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A partir do próximo domingo (30), o Ministério da Saúde inicia uma nova fase da Operação Gota para beneficiar 20 aldeias indígenas na Amazônia Legal. A ação amplia o acesso à vacinação para comunidades remotas, onde as condições geográficas e de transporte demandam uma logística 100% via aérea para o deslocamento das equipes de saúde. 

A operação segue até o dia 6 de setembro e contempla as comunidades atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. A população terá acesso à todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A Operação Gota é uma ação integrada entre as Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, e a Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa.

A ação também será realizada em comunidades indígenas do Médio Rio Purus, com atividades previstas entre os dias 10 e 20 de setembro. No primeiro semestre deste ano, também foram atendidos os territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. Nesses três territórios, foram visitadas 112 aldeias, aplicadas 13 mil doses e vacinados mais de 8 mil indígenas.

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Planejamento das ações

Antes das missões, os DSEI realizam o levantamento das comunidades com maior dificuldade de acesso e identificam as pessoas que deverão ser atendidas. Também são definidos os quantitativos de vacinas, insumos e demais recursos necessários para a realização das atividades. Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde durante as missões, conforme as necessidades identificadas em cada território. Entre as atividades, estão assistência médica, avaliação e acompanhamento nutricional e outras ações de atenção à saúde.

Sobre a Operação Gota

A Operação Gota (OG) é uma estratégia interministerial iniciada em 1989 e coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1992, com o objetivo de assegurar o acesso à vacinação em regiões remotas da Amazônia Legal.

Em 1996, a estratégia foi incorporada ao escopo técnico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), consolidando-se como importante instrumento para a promoção da equidade no acesso aos imunobiológicos e para o fortalecimento das ações de vacinação em territórios de maior vulnerabilidade geográfica e social.

Leidiane Souza
Rayane Bueno

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Fonte: Ministério da Saúde

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