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Em Minas Gerais, ministro da Saúde habilita novos serviços de Oncologia para expandir atendimento especializado no SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, neste sábado (12), uma portaria que habilita o Hospital Universitário Ciências Médicas (HUCM), em Belo Horizonte (MG), com serviço de hematologia. Mais de 5,5 milhões de pessoas serão beneficiadas com a ampliação do atendimento oncológico na capital mineira, alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, criado pelo Ministério da Saúde para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias. Com os novos recursos, a expectativa é realizar mais de 2 mil cirurgias e 17 mil procedimentos especializados — como exames, consultas, colonoscopias e biópsias.

O hospital universitário, mantido pela Fundação Educacional Lucas Machado (FELUMA), destina 100% de seus leitos de internação, consultas ambulatoriais e exames complementares aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a habilitação em hematologia de alta complexidade, o Instituto Oncológico passa a contar com recursos permanentes para o atendimento especializado em câncer.

“Com isso, queremos assegurar que o diagnóstico ocorra em até 30 dias e que o início do tratamento aconteça, no máximo, em mais 30 dias. No caso do câncer, isso é decisivo. No câncer, o tempo é vida. Realizar o diagnóstico no momento certo e iniciar o tratamento o mais rápido possível pode significar a diferença entre a vida e a morte”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

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Foto: Walterson Rosa/MS

O país contará com o Super Centro Brasil para Diagnóstico de Câncer que, com o uso de tecnologia de ponta, reduzirá de 25 para cinco dias o tempo de emissão do parecer médico para os pacientes do SUS. A iniciativa prevê a realização de até mil laudos por dia e 400 mil por ano, com o apoio técnico do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

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Em visita ao Laboratório de Simulação Realística (LabSim) da Faculdade de Ciências Médicas, o ministro reforçou a importância do espaço para o desenvolvimento de habilidades práticas durante a formação de profissionais de saúde. Com o uso da inteligência artificial aliada a manequins de pacientes, o laboratório possibilita que os alunos vivenciem situações clínicas de urgência e emergência que farão parte da sua realidade profissional no futuro.

Ainda em Minas Gerais, o ministro da Saúde visitou o Centro Materno Infantil de Contagem. A unidade filantrópica tem gestão municipal e atende aos pacientes do SUS. Para fortalecer o cuidado com a saúde da mulher, gestante e bebê, o Ministério da Saúde já investiu R$ 2,9 milhões na região.

“Hoje estamos anunciando aqui para Contagem/MG R$ 24 milhões em parcela única para apoiar as ações que o município já vem realizando, como a abertura de leitos de terapia intensiva para crianças. Além disso, estamos incorporando um recurso permanente, através do Agora Tem Especialistas, de R$ 96 milhões por ano para realização de cirurgias cardíacas, procedimentos de cateterismo e procedimentos de exames especializados”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A meta é que, com esse aporte anual, o município possa realizar 1.000 cirurgias cardíacas, 500 cateterismos e 500 exames especializados por ano, contribuindo para a redução das filas de espera e o aumento da capacidade de atendimento especializado na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

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Brasil retoma produção de insulina após 20 anos

A agenda do ministro da Saúde em Minas Gerais teve início na sexta-feira (11), com a entrega simbólica do primeiro lote de insulinas produzidas no país por meio de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). A cerimônia ocorreu na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG), e marcou a retomada da produção nacional do medicamento essencial para pessoas com diabetes. Foram entregues 207.385 unidades, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH.

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Foto: Walterson Rosa/MS

Com a conclusão da transferência de tecnologia, o Brasil passará a produzir 50% da demanda nacional dessas duas versões de insulina ofertadas pelo SUS, o que representa cerca de 45 milhões de doses por ano. A medida fortalece a política de acesso gratuito a medicamentos no SUS e amplia a autonomia do país na produção de insumos estratégicos.

Ainda em Minas Gerais, o ministro participou da 16ª edição do Conexão Empresarial Anual 2025, realizada em Ouro Preto. Durante o evento, Padilha apresentou as ações de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), com destaquepara a soberania sanitária, o desenvolvimento tecnológico e a geração de empregos no país. 

Edjalma Borges
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Ministério da Saúde lança obra que celebra os 15 anos da Sesai e resgata a trajetória da saúde indígena no Brasil

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A saúde indígena brasileira ganhou um novo registro histórico nesta quarta-feira, 1º de julho, com o lançamento do livro “15 anos de História e Luta: Memórias, Caminhos e Futuro“, obra que celebra a trajetória da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. O evento, realizado no Auditório Emílio Ribas, em Brasília, reuniu lideranças indígenas, autoridades e parceiros que acompanharam a consolidação desta política pública voltada aos povos originários.

Mais do que um registro cronológico, a publicação apresenta a criação da Sesai como um marco na consolidação da responsabilidade do Estado em garantir atenção integral, universal e equitativa. A obra revisita a implantação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) e da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi), destacando um modelo baseado no diálogo intercultural e na participação ativa dos indígenas.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o livro “preserva a memória de uma conquista participativa e reafirma o compromisso do governo do Brasil com a saúde dos povos indígenas”. Padilha ressalta, em artigo publicado na obra, a necessidade de um SasiSUS “cada vez mais fortalecido, participativo e capaz de levar cuidado de qualidade a todos os territórios”.

Estrutura e avanços no chão da aldeia

Ao longo de uma década e meia, a Sesai estruturou-se em 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), que atuam como unidades gestoras descentralizadas. Além disso, fortaleceu as equipes multidisciplinares, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e as Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai), respeitando as especificidades culturais, linguísticas e territoriais dos povos indígenas.

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Durante o lançamento do livro, a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, destacou que a obra registra a história de quem enfrenta “rios, florestas, estradas e longas distâncias para garantir cuidado, proteção e dignidade”: “Cada página desta obra é um testemunho de que a saúde indígena é uma política de Estado construída com diálogo, respeito e reconhecimento da diversidade dos povos que formam o Brasil”.

Entre os avanços recentes, o livro cita o programa Agora Tem Especialistas, a expansão da telessaúde e investimentos via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Outro pilar estratégico é a atuação junto aos povos isolados e de recente contato, regida pelo princípio do não-contato para evitar a introdução de doenças devastadoras e proteger a autodeterminação desses grupos.

Desafios emergentes e o olhar para o amanhã

A publicação não foge dos temas críticos, como a resposta à emergência sanitária no território Yanomami, com a criação do Centro de Operação de Emergências (COE) Yanomami, onde o reforço das equipes multiprofissionais foram fundamentais para mitigar crises de desassistência. Olhando para frente, a obra aponta os impactos das mudanças climáticas como um dos grandes desafios, exigindo uma “saúde climática” que prepare os territórios para fenômenos extremos e o ressurgimento de doenças.

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A integração entre a biomedicina e as medicinas indígenas aparece como caminho inegociável para o futuro. Iniciativas como a Semana Nacional da Saúde Bucal e projetos do Proadi-SUS para o manejo de condições crônicas, como diabetes e hipertensão, já mostram essa evolução na ponta.

Para as lideranças que estiveram na linha de frente desde o início, a autonomia é a palavra de ordem. Megaron Txucarramãe, liderança da TI Capoto Jarina, expressou seu desejo de que a administração indígena nos distritos continue e se fortaleça. “O futuro para o indígena é manter a Sesai com administração indígena nos distritos. Espero que continue do jeito que está e melhorando cada vez mais. Os indígenas estão fazendo curso de medicina do branco e eles vão começar a ocupar e assumir a saúde indígena”, concluiu.

A Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde conta com gestores indígenas na liderança, incluindo a secretária adjunta de Saúde Indígena, Putira Sacuena; e a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. “Este livro aponta para um futuro em que a saúde indígena continue sendo fortalecida com participação social, valorização dos saberes tradicionais, ampliação do acesso à atenção especializada, fortalecimento do saneamento e formação de cada vez mais profissionais indígenas ocupando espaços de gestão e decisão”, finaliza Lucinha.

Leidiane Souza
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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