Saúde

Príncipe William confirma participação na COP30 em evento com ministro Padilha

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O príncipe William confirmou sua participação na COP30 em primeira mão ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e ao embaixador do Brasil no Reino Unido, Antonio de Aguiar Patriota, durante evento preparatório para a conferência a ser realizada em novembro, no Brasil. A iniciativa, intitulada “Contagem regressiva para a COP30: mobilizando ações pelo clima e pela natureza”, foi organizada em conjunto pelo Museu de História Natural e pelo governo do Reino Unido. O encontro ocorreu nessa quinta-feira (9), em Londres.

Padilha e Patriota foram recepcionados pelo Rei Charles III e pelo príncipe William. O ministro da Saúde apresentou dados à família real sobre o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima da Saúde (Adapta SUS) – criado com a intenção de adaptar o Sistema Único de Saúde aos impactos das mudanças climáticas no período de 2025 a 2035 – e o plano de Belém – proposta do Ministério da Saúde para transformar sistemas de saúde mais resilientes e eficientes às respostas climáticas.

Na oportunidade, Padilha destacou ao Rei Charles III e ao príncipe de Gales os objetivos da missão brasileira no Reino Unido, como prospectar e ampliar parcerias voltadas à produção de vacinas e medicamentos e a renovação da parceria entre os governos que estabelece um marco bilateral voltado ao intercâmbio técnico e científico entre os países.

A Casa Real Britânica destacou, em comunicado, que as discussões foram “particularmente significativas enquanto o Brasil se prepara para liderar as negociações climáticas globais”. No encontro, Padilha e Patriota também conheceram mostras e projetos com soluções inovadoras desenvolvidas no Reino Unido para desafios ambientais e naturais.

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“A COP30 representa uma oportunidade histórica de integrar políticas ambientais e de saúde pública, buscando soluções conjuntas para os desafios climáticos e seus reflexos na qualidade de vida da população”, disse Padilha.

Parcerias com a indústria inglesa

Nesta sexta-feira (10), o ministro prosseguiu a missão no Reino Unido, acompanhado de entidades governamentais e empresariais do Brasil. Padilha se reuniu com o CEO da Stevenage Bioscience Catalyst (SBC), Sally Ann Forsyth, e com representantes da empresa GSK R&D Global Hub, na cidade de Stevenage. O ministro também encontrou representantes da indústria farmacêutica do Reino Unido em reunião com a Association of the British Pharmaceutical Industry (ABPI).

As agendas foram estruturadas para reforçar as ações com a indústria inglesa para fazer do Brasil um polo de pesquisa e desenvolvimento, envolvendo a participação da Fiocruz. “Um dos capítulos da parceria que renovamos ontem com o governo britânico é o fortalecimento de parcerias bilaterais entre empresas privadas dos dois países, não só para a aquisição de medicamentos e produtos, mas para parcerias público-privadas de desenvolvimento e transferência de tecnologia. Estamos aqui para reafirmar o nosso interesse em expandir cada vez mais a produção, o desenvolvimento tecnológico em parceria com essas empresas no Brasil”, disse Padilha.

Marco regulatório para pesquisa clínica

Na visita à GSK, Padilha destacou que o governo brasileiro regulamentou, recentemente, a Lei de Pesquisa Clínica que contribuirá para atrair investimentos em inovação na área da saúde. “O Brasil ganhou definitivamente um novo o marco regulatório para pesquisa clínica, uma lei que vai reduzir os prazos para aprovação de projetos de pesquisa clínica no país. Então, essa lei terá um peso muito grande em acelerar registro de novos produtos no Brasil, com a expectativa de atração de investimentos das empresas internacionais na área de pesquisa do país, com a participação de instituições brasileiras. E, com esse marco legal, vamos obter um terreno fértil para pesquisar a comunidade e aproximar ainda mais do Brasil de parcerias estratégicas e inovação”, disse Padilha.

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NICE

No fim do dia, Alexandre Padilha teve reunião com Brad Groves, diretor do Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados (NICE). A entidade publica diretrizes clínicas, de assistência social, de saúde pública, práticas de medicamentos, avaliações de tecnologia, procedimentos intervencionistas, tecnologias médicas, diagnósticos e tecnologias altamente especializadas.

Na ocasião, o ministro reiterou o desejo de aprofundar experiências com o Reino Unido voltadas à regulação e incorporação de insumos, produtos e tecnologias voltadas ao fortalecimento do SUS. “Uma das questões nos interessa muito é como que o governo inglês trata a regulação de incorporação tecnológica e sanitária para registro de medicamentos e produtos da área da saúde”, enfatizou o ministro.

Rafael Ely e Mariana Bertolo
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Nova fase da Operação Gota beneficia 20 comunidades indígenas na Amazônia

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A partir do próximo domingo (30), o Ministério da Saúde inicia uma nova fase da Operação Gota para beneficiar 20 aldeias indígenas na Amazônia Legal. A ação amplia o acesso à vacinação para comunidades remotas, onde as condições geográficas e de transporte demandam uma logística 100% via aérea para o deslocamento das equipes de saúde. 

A operação segue até o dia 6 de setembro e contempla as comunidades atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. A população terá acesso à todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A Operação Gota é uma ação integrada entre as Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, e a Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa.

A ação também será realizada em comunidades indígenas do Médio Rio Purus, com atividades previstas entre os dias 10 e 20 de setembro. No primeiro semestre deste ano, também foram atendidos os territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. Nesses três territórios, foram visitadas 112 aldeias, aplicadas 13 mil doses e vacinados mais de 8 mil indígenas.

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Planejamento das ações

Antes das missões, os DSEI realizam o levantamento das comunidades com maior dificuldade de acesso e identificam as pessoas que deverão ser atendidas. Também são definidos os quantitativos de vacinas, insumos e demais recursos necessários para a realização das atividades. Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde durante as missões, conforme as necessidades identificadas em cada território. Entre as atividades, estão assistência médica, avaliação e acompanhamento nutricional e outras ações de atenção à saúde.

Sobre a Operação Gota

A Operação Gota (OG) é uma estratégia interministerial iniciada em 1989 e coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1992, com o objetivo de assegurar o acesso à vacinação em regiões remotas da Amazônia Legal.

Em 1996, a estratégia foi incorporada ao escopo técnico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), consolidando-se como importante instrumento para a promoção da equidade no acesso aos imunobiológicos e para o fortalecimento das ações de vacinação em territórios de maior vulnerabilidade geográfica e social.

Leidiane Souza
Rayane Bueno

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Fonte: Ministério da Saúde

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