Saúde

SUS amplia cirurgias ortopédicas em 67,5% entre 2022 e 2025

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Mais brasileiros tiveram acesso a cirurgias ortopédicas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos anos. Entre 2022 e 2025, o número de procedimentos realizados na especialidade passou de 494,8 mil para 829 mil, um crescimento de 67,5%. A expansão reflete o fortalecimento da assistência especializada e a ampliação do acesso a tratamentos que ajudam a recuperar a mobilidade, aliviar a dor e devolver autonomia aos pacientes.

A ortopedia está entre as áreas prioritárias do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação do acesso a consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados nas áreas de maior demanda do SUS. Os resultados refletem o aumento da capacidade de atendimento em procedimentos como cirurgias de joelho, quadril, coluna, ombro e correções ortopédicas, que têm impacto direto na mobilidade, na capacidade funcional e na qualidade de vida da população.

“Estamos ampliando o acesso a cirurgias que transformam a vida das pessoas. Quando um paciente recupera a capacidade de caminhar, trabalhar ou realizar atividades do dia a dia sem dor, estamos falando de mais qualidade de vida e dignidade. O SUS está ampliando essa assistência em todas as regiões do país, com mais acesso aos especialistas e aos procedimentos de que a população precisa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Atendimento cresce em todo o país

O crescimento das cirurgias ortopédicas no SUS foi registrado em todas as regiões brasileiras. Em Minas Gerais, o número de procedimentos passou de 44,8 mil para 86,3 mil entre 2022 e 2025, crescimento de 92,6%. Em Goiás, o volume passou de 12,4 mil para 31,1 mil no mesmo período, aumento de 150,8%.

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No Nordeste, o Ceará passou de 11,3 mil para 23,6 mil cirurgias ortopédicas entre 2022 e 2025, crescimento de 108,8%, enquanto o Rio Grande do Norte ampliou os procedimentos de 13,5 mil para 26,7 mil, alta de 97,8%.

Na Região Norte, o Pará ampliou a oferta de 32,8 mil para 46,7 mil procedimentos, aumento de 42,4%, consolidando-se como um dos principais polos de atendimento ortopédico da região. Também houve crescimento em estados como Rondônia, Amazonas e Acre, ampliando o acesso da população aos serviços especializados.

No Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram crescimento expressivo na realização de cirurgias ortopédicas. Juntos, os três estados passaram de 120 mil procedimentos em 2022 para mais de 228 mil em 2025, aumento de 90%, reforçando a expansão da capacidade assistencial da região.

Já no Sudeste, São Paulo registrou 133,9 mil cirurgias ortopédicas em 2025, ante 93,5 mil em 2022, crescimento de 43,2%, mantendo a maior produção do país na especialidade.

Os resultados demonstram a capacidade do SUS de ampliar o acesso à assistência especializada em todo o território nacional. Além de tratar lesões e corrigir limitações físicas, as cirurgias ortopédicas contribuem para a recuperação funcional dos pacientes, favorecendo o retorno às atividades cotidianas, ao trabalho e ao convívio social.

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Agora Tem Especialistas

O Agora Tem Especialistas reúne diferentes estratégias do Ministério da Saúde para ampliar o acesso da população ao atendimento especializado no SUS. O programa atua em seis áreas prioritárias: cardiologia, oncologia, ginecologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia, com foco na redução do tempo de espera por consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos especializados.

Entre as ações estão a realização de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde, a ampliação do transporte sanitário, o fortalecimento da Telessaúde, a contratação complementar de serviços e a organização das filas conforme as prioridades locais.

No componente cirúrgico, a estratégia combina financiamento, planejamento, definição de metas e acompanhamento permanente dos resultados pelo Ministério da Saúde, em articulação com estados e municípios. A ampliação da oferta de cirurgias observada nos últimos anos reflete esse conjunto de ações, voltado ao fortalecimento da capacidade de atendimento da rede pública e à garantia de acesso mais rápido ao diagnóstico e ao tratamento especializado.

Bruna Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Vacina pneumo 20 está disponível no SUS para crianças de até 5 anos e grupos especiais

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A vacina Pneumo 20, indicada para crianças de até 5 anos e outros grupos especiais está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e demais pontos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria causadora de doenças graves como pneumonia e meningite, que podem resultar em hospitalizações, sequelas e óbitos.

A vacina amplia a cobertura contra sorotipos relacionados à pneumonia invasiva, incluindo os tipos 3, 6A e 19A. Também contribui para a proteção contra a otite média, que pode evoluir para perda auditiva e, em casos mais graves, infecção generalizada.

A doença pneumocócica é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais causas de mortalidade infantil por doença imunoprevenível. As doenças pneumocócicas também estão associadas a internações hospitalares e atendimentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Esquema vacinal e substituição de imunizantes

O SUS oferece as vacinas pneumocócicas conjugadas Pneumo 10 e Pneumo 13, além da vacina polissacarídica Pneumo 23, conforme indicação.

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Com a Pneumo 20 no calendário infantil, está em andamento uma transição gradual do esquema vacinal. A vacina está indicada para os seguintes grupos:

  • Crianças menores de 5 anos;
  • Povos indígenas a partir de 5 anos sem histórico vacinal com vacina pneumocócica conjugada;
  • Idosos a partir de 60 anos acamados e/ou institucionalizados;
  • Pessoas com condições clínicas especiais atendidas nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Durante o período de transição, o esquema vacinal prevê uma dose da Pneumo 20 aos 2 meses de idade, uma dose da Pneumo 10 aos 4 meses e uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses, respeitando intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda dose e o reforço. As vacinas Pneumo 13 e Pneumo 23 seguem sendo utilizadas conforme indicação do Programa Nacional de Imunização (PNI) até a conclusão da transição de estoques.

Após o esgotamento das doses da Pneumo 10, o esquema passará a utilizar exclusivamente a Pneumo 20. O histórico de vacinação pode ser acompanhado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

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Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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