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Soja mantém estabilidade na Bolsa de Chicago em meio a cenário incerto

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Preços estáveis na manhã desta quarta-feira

O mercado da soja permanece estável na Bolsa de Chicago na manhã desta quarta-feira (16), refletindo um cenário de incertezas que limita movimentações mais expressivas. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), os contratos futuros da oleaginosa registravam ligeiras perdas, com os principais vencimentos recuando pouco mais de 1 ponto. O contrato para maio era negociado a US$ 10,35 por bushel, enquanto o de agosto marcava US$ 10,40 por bushel.

Cautela predomina entre os traders

Apesar da ampla disponibilidade de informações no mercado, os investidores demonstram cautela diante do cenário atual. A guerra comercial em andamento continua sendo um fator de preocupação central, contribuindo para a falta de direção clara nas negociações. A instabilidade gerada por esse conflito impede que o mercado adote uma tendência definida.

Outros fatores monitorados pelo mercado

Além das tensões comerciais, os traders mantêm atenção redobrada sobre outros elementos relevantes para a formação dos preços. Entre eles, destacam-se:

  • Progresso da nova safra norte-americana: O desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos é acompanhado de perto, com foco nas condições climáticas no Meio-Oeste do país.
  • Clima nos EUA: As previsões meteorológicas para as próximas semanas seguem como ponto sensível, podendo impactar diretamente as expectativas de produtividade.
  • Safra sul-americana: A finalização da colheita nos países da América do Sul e o ritmo da comercialização tanto no Brasil quanto na Argentina também influenciam o comportamento do mercado.
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Perspectivas ainda indefinidas

Diante de um conjunto de fatores que ainda carecem de definições mais claras, o mercado permanece em compasso de espera. A combinação entre tensões geopolíticas, variações climáticas e o desempenho das safras nos dois hemisférios impõe um cenário desafiador, levando os participantes a agir com prudência e a manter os preços em trajetória lateral.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada

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A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.

Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.

Colheita do café conilon registra atraso

O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.

O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.

No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.

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Comercialização da safra 2026/27 segue lenta

Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.

De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.

Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.

Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.

“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.

Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica

No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.

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Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.

Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.

Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas

O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.

Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.

De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.

“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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