MATO GROSSO

Etapa regional dos Jogos Estudantis Mato-grossenses reúne cerca de 900 estudantes em Alta Floresta

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) realiza, de sexta-feira à próxima quarta-feira (22 a 27.5), a etapa regional Norte dos Jogos Estudantis de Seleções Mato-grossenses. Sediadas em em Alta Floresta (791 km de Cuiabá), as competições contam com cerca de 900 estudantes de 15 a 17 anos em disputas nas modalidades coletivas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol.

Devido ao aumento da quantidade de participantes na região, os Jogos Estudantis foram separados dos Jogos Escolares, diferente das demais fases regionais em que as duas competições ocorrem simultaneamente.

“Agora, somente os estudantes de 15 a 17 anos estarão em Alta Floresta. Já a disputa regional com estudantes de 12 a 14 anos será realizada em outro período e local. Com a mudança, subiu de 10 para 11 etapas regionais dos Jogos Escolares e Estudantis neste ano, tornando a maior edição da história”, enfatiza o superintendente de Eventos Esportivos da Secel, Marcelo Cruz.

Ao todo, o evento em Alta Floresta reúne 87 seleções masculinas e femininas, representando os municípios de Alta Floresta, Apiacás, Carlinda, Colíder, Guarantã do Norte, Itaúba, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Guarita, Nova Monte Verde, Nova Santa Helena, Novo Mundo, Paranaíta, Peixoto de Azevedo e Terra Nova do Norte.

As delegações participam da abertura oficial nesta sexta-feira (22), às 19h30, no Ginásio Municipal “Pezão”. Com presença do público, a solenidade envolve atividades culturais e o acendimento do fogo simbólico.

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As competições prosseguem até a próxima quarta-feira (27) em diferentes espaços esportivos, de acordo com a modalidade. Confira:

Futsal: Ginásio Municipal “Pezão” e Escola Estadual Jaime Verissimo de Campos (JVC)

Basquetebol: Ginásio Municipal Chico da Brahma

Handebol: Ginásio Municipal Pinardi

Voleibol: Ginásio Municipal Amorib e Escola Estadual Vicente Francisco

Calendário atualizado

Neste ano, os Jogos Escolares e Jogos Estudantis Mato-grossenses ocorrem, de abril a julho, com 11 etapas regionais e quatro estaduais em Mato Grosso. Até o momento, já foram realizadas seis etapas regionais, com disputas sediadas em Primavera do Leste, Rondonópolis, Arenápolis, Juína, Sapezal e Cáceres.

Após a disputa dos Jogos Estudantis em Alta Floresta, o calendário será retomado no dia 13 de junho, com mais uma disputa da região Norte, que será sediada em Colíder, desta vez com estudantes de 12 a 14 anos nos Jogos Escolares. Os municípios de Sinop, Canarana e Confresa sediam as três últimas fases regionais, previstas para ocorrer até o final de junho.

“Tivemos que adaptar as datas das etapas regionais em Colíder e Sinop por causa de agenda da Seduc, que envolve os estudantes e as escolas cedidas para alojamento. Mas deu tudo certo, e até o final de junho, teremos percorrido todas as regiões do Estado para dar início às disputas estaduais em julho, conforme calendário inicial”, explica Marcelo Cruz.

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As equipes e seleções campeãs em cada região competem pelos títulos mato-grossenses nas etapas estaduais de sua faixa etária. Os municípios de Sapezal e Sinop sediam, respectivamente, a disputa estadual dos Jogos Escolares e dos Jogos Estudantis, que ocorrem em períodos distintos no mês de julho.

Já as etapas estaduais das modalidades individuais serão realizadas no mês de julho, divididas em duas partes, sendo uma em Várzea Grande e, a outra, em Primavera do Leste. Reunindo estudantes das duas faixas etárias, as competições envolvem as modalidades de atletismo, ginásticas, natação, taekwondo, wrestling, karatê, tiro com arco, badminton, ciclismo, judô, tênis de mesa, vôlei de praia e xadrez.

Para realizar os Jogos Escolares e Jogos Estudantis Mato-grossenses, a Secel conta com a parceria dos municípios-sedes e o apoio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Confira o calendário atualizado aqui.

Etapas nacionais

Atletas e equipes que conquistarem os títulos de campeões e campeãs mato-grossenses irão representar Mato Grosso nas etapas nacionais de sua faixa etária. Para os estudantes de 12 a 14 anos, os Jogos Escolares Brasileiros serão realizados no mês de setembro, em Brasília (DF). Para estudantes de 15 a 17 anos, a disputa nacional ocorre nos Jogos da Juventude, no mês de outubro, em Foz do Iguaçu (PR).

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Case isolado não anula o risco de savanização da Amazônia

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O método científico segue sempre este caminho: (a) observação, (b) descrição do que se observou, (c) hipótese que surge, (d) evidência para comprovar a hipótese e, por último, (e) a tese. A ecologia como ciência surge na década de 1970 e cuida dos fenômenos do meio natural em suas interações vitais. Contudo, essa ciência é observacional, ou seja, não teremos uma tese final como nos outros ramos do conhecimento. Primeiro porque não é possível reproduzir em laboratório isolado tudo o que acontece no meio natural. Segundo porque a vida possui inúmeros habitat que se interagem e nos surpreendem desde sempre. Em outras palavras, nunca podemos dizer que um fenômeno isolado observado na natureza seja “regra geral”. Dito isso, sabemos que o futuro da Amazônia é, sem dúvida, uma das questões mais prementes do nosso tempo. Nas últimas semanas, o debate ganhou força com o artigo do promotor Marcelo Vachiano na Gazeta MT de 30 de abril, que defende a resiliência da floresta a partir de um estudo local. Reconhecer a recuperação é essencial, mas usá-la para relativizar o alerta de colapso ignora a escala do problema e mesmo a base observacional da ecologia. Quem nos alerta é a reportagem de Jônatas Levi publicada em 14/05 em O Globo onde expõe um estudo científico publicado na renomada Nature. Nele é apresentado o recálculo do risco da savanização chegar antes do previsto. O ponto de não retorno, portanto, antes estimado em 25% de desmatamento, hoje fica entre 20% e 25%. Nós já perdemos 17% do bioma original. Estamos a apenas 3 pontos percentuais do limite crítico.O estudo citado por Vachiano, de Maracahipes e colegas na PNAS, é sério e relevante. Ele mostra que, cessado o fogo, a floresta na Estação Tanguro, em Querência-MT, volta a crescer em vinte anos. Gramíneas invasoras recuam e o dossel se fecha. É observação da resiliência local. Ninguém nega esse dado ali, naquela situação específica. Mas o problema da perda do bioma é de escala temporal e espacial. O próprio artigo admite: a floresta que retorna não é a mesma. Há perda de espécies especializadas e avanço de generalistas, mais fracas. A estrutura fica mais simples, menos resistente à seca. Ou seja, recupera-se a fisionomia, mas não o vigor ecológico.Mais grave: vinte anos resolvem um hectare, não todo o sistema. Como aponta O Globo, a Amazônia já perdeu capacidade de gerar a sua própria chuva. O ciclo hidrológico está quebrado em regiões críticas. A floresta morre em pé por calor e seca, mesmo sem fogo. Isso é savanização acelerada que não espera um século para acontecer.Pesquisas de larga escala citadas pelo promotor confirmam esse risco. O trabalho de Poorter na Science fala em 12 décadas para a biomassa e a composição voltarem ao original possível. Rozendaal, na Science Advances, projeta até 780 anos. Logo, a regeneração inicial em Tanguro acima citada é só o primeiro passo de uma trajetória muito longa. Ela não serve de salvo-conduto para manter a pressão sobre o bioma.Há ainda o risco da leitura seletiva. Vachiano defende corretamente que produção legal e desmatamento ilegal são distintos. A ciência ecológica também distingue regeneração local de estabilidade sistêmica. Uma área em Querência pode se recuperar, mesmo que palidamente, enquanto que o arco do desmatamento no Pará e Amazonas empurra todo o bioma para o tipping point. O local não blinda o global.O estudo na Nature é claro: a savanização não é gradual e sujeita a controle após ultrapassado o limite. A transição para cerrado é abrupta e irreversível para nossa geração. Perde-se biodiversidade, carbono e o regime de chuvas que irriga o agro de Mato Grosso. Proteger a floresta segue sendo a estratégia mais prudente, inclusive para garantir segurança jurídica e previsibilidade regulatória.Assim, o artigo de Maracahipes não relativiza Nobre e Lovejoy. Ele os complementa. Mostra que, sem fogo, há recuperação inicial. Mas também mostra que a floresta volta mais simples e vulnerável. Se a pressão continuar, mesmo essa débil resiliência se esgota. A ciência não é dogma nem alarmismo: é limite.Portanto, celebrar o caso isolado é justo. Todavia, usá-lo para adiar ação efetiva de preservação é arriscado e nega a própria base observacional da ecologia. A 3% do ponto de não retorno, a regra continua: conter o desmatamento ilegal já. Regeneração é plano B: frágil e arriscado. Plano A ainda é não deixar a Amazônia quebrar. A resiliência existe, mas tem seus limites e deficiências. E o modo como lidamos com ela hoje define se teremos floresta ou savanização amanhã.José Antônio Borges Pereira Procurador de Justiça da Especializada Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado LaicoJoelson de Campos Maciel Promotor de Justiça Ambiental da Capital. Doutor em Filosofia (bioética ambiental) pela UQTR (Canadá) e UNISINOS (Brasil).

Foto: Agência Brasil.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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