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Socialização e valorização da vida direcionam ações em Rondonópolis

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Em Rondonópolis, município distante 218 km de Cuiabá, as ações alusivas ao Setembro Amarelo trouxeram duas temáticas: além de chamar a atenção da sociedade para a valorização da vida, os organizadores incluíram a temática da socialização dos adolescentes em conflito com a lei. A programação, que começou no dia 14 de setembro, contemplou caminhadas, trilha ecológica, limpeza do Ribeirão Arareau, visita ao abrigo de animais, entre outras ações sociais. As atividades encerram-se neste domingo (29) com a “Pedalada pela Vida”.

A promotora de Justiça Patrícia Eleutério Campos Dower, que atua na Defesa da Infância e Juventude em Rondonópolis, explica que a programação foi pensada com o propósito de fazer com a que as pessoas se sentissem pertencentes ao mesmo universo, às mesmas intempéries e capazes de enfrentar batalhas próprias e coletivas.

“Em Rondonópolis temos uma unidade de cumprimento de Medida Socioeducativa de internação que não tem cunho punitivo e sim pedagógico. Para que a ressocialização desse jovem ocorra, a sociedade tem papel preponderante. É necessário que assumamos o compromisso de desmistificar a figura do adolescente em conflito com a lei, acolhendo-o e desenvolvendo políticas inclusivas”, destacou a promotora de Justiça.

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Além do Ministério Público Estadual, também participam da iniciativa o Juízo da Vara da Infância, a Ordem dos Advogados do Brasil (Subsecção de Rondonópolis), Defensoria Pública, entre outros parceiros.

Programação – Nesta quarta-feira (25), às 13h, os adolescentes vão assistir a uma sessão da Câmara de Vereadores do município. Na quinta, às 19h, haverá a palestra “Opção pela Vida”, que acontecerá no auditório da OAB no município, com a participação de alunos das escolas do ensino médio estaduais.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Novas leis reforçam rede de proteção às mulheres em Sapezal

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A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva.
Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres.
Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania.
A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura.
Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento.
O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas.
Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses.
Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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