FEMINICIDIO

Após declarações polêmicas, Margareth dispara: “Relativizar o assassinato de mulheres pelo nome ou ideologia é um desrespeito à triste realidade do País”

Autora da lei que tornou o feminicídio crime autônomo e elevou a pena para até 40 anos, ex-senadora reage às declarações de Odílio Balbinotti e Antônio Galvan

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“Feminicídio não é invenção da esquerda. Feminicídio é uma realidade que mata mulheres. Tentar transformar isso em uma discussão ideológica é desconhecer a lei e, principalmente, ignorar o que acontece todos os dias dentro das casas brasileiras.”

A declaração é da ex-senadora Margareth Buzetti ao reagir às recentes manifestações de Odílio Balbinotti Filho e Antônio Galvan sobre o feminicídio.

Balbinotti afirmou que “a esquerda criou o feminicídio” e classificou o crime como “homicídio de mulheres”. Galvan, por sua vez, questionou a diferença entre as penas aplicadas ao feminicídio e a outros homicídios.

Para Margareth, o debate ultrapassa qualquer disputa política.

“Relativizar o feminicídio pelo nome ou pela ideologia é um desrespeito à realidade do País. Enquanto alguns discutem se o crime deveria ou não ter esse nome, mulheres continuam sendo perseguidas, agredidas e assassinadas.”

Margareth é autora da legislação que tornou o feminicídio crime autônomo e elevou a pena para 20 a 40 anos de prisão, além de endurecer outros dispositivos de proteção às mulheres.

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“Eu não sou de esquerda e nunca precisei ser para defender mulher. Combater o feminicídio não é uma pauta de direita ou de esquerda. É uma questão de vida, responsabilidade e justiça.”

Segundo ela, reconhecer juridicamente o feminicídio não significa atribuir valores diferentes à vida de homens e mulheres, mas compreender a natureza específica de um crime frequentemente precedido por violência doméstica, ameaças, perseguição, controle e agressões.

“Pena sozinha não resolve tudo. Precisamos de prevenção, proteção e estrutura para que a mulher consiga romper o ciclo de violência. Mas alguém realmente acredita que a resposta para quem assassina uma mulher é punir menos?”

Margareth também reforçou que sua posição sobre o tema não surgiu durante o período eleitoral.

“Eu não prometi endurecer a lei contra feminicidas. Eu fui lá e fiz. E faria novamente. Entre relativizar a violência e proteger a vítima, eu sei exatamente de que lado estou.”

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Mulher

Saúde bucal é aliada na luta contra o câncer de cabeça e pescoço

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O mês de julho é marcado pela campanha Julho Verde, voltada à conscientização e combate ao câncer de cabeça e pescoço – um dos tipos mais comuns no Brasil. A mobilização destaca a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos adequados, reforçando o papel essencial dos profissionais de saúde, especialmente os cirurgiões-dentistas, nesse processo.

Muitas vezes, o dentista é o primeiro profissional a perceber sinais de alerta durante uma consulta de rotina. Lesões como feridas que não cicatrizam, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, sangramentos inexplicáveis, dificuldades para falar, mastigar ou engolir podem indicar alterações que merecem investigação imediata. A detecção precoce é determinante para o sucesso do tratamento e aumento das chances de cura.

A consulta odontológica regular é, portanto, uma das estratégias mais eficazes na prevenção do câncer bucal e de outras doenças que afetam a região da cabeça e pescoço. Além da atuação direta na identificação de lesões suspeitas, o dentista também orienta sobre fatores de risco como o tabagismo, consumo excessivo de álcool, exposição ao sol sem proteção e infecção pelo HPV.

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A cirurgiã-dentista Erlice Vuaden ressalta que o cuidado com a saúde bucal deve ser constante.

“O dentista tem um papel fundamental nesse processo porque é, muitas vezes, o primeiro a identificar alterações na cavidade oral. Quando o paciente faz consultas regulares, conseguimos agir rapidamente diante de qualquer sinal suspeito. E isso salva vidas.”, afirma.

Em Mato Grosso, os atendimentos odontológicos estão disponíveis na Atenção Primária à Saúde, em unidades de saúde dos municípios, com foco na prevenção, diagnóstico e encaminhamentos. O Estado também conta com uma unidade especializada, o Centro de Especialidades Odontológicas para Pessoas com Deficiência (Ceope), voltado ao atendimento qualificado e humanizado desse público.

A campanha Julho Verde é mais um chamado à população: cuide da sua saúde bucal, mantenha suas consultas em dia e fique atento aos sinais do seu corpo. Prevenir é sempre o melhor caminho.

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