Saúde

Brasil sediará maior conferência mundial sobre HIV e aids em 2026

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O Brasil será anfitrião da 26ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2026) que acontecerá entre os dias 26 e 31 de julho no Rio de Janeiro (RJ). Considerado o maior encontro global dedicado à saúde pública, à ciência e aos direitos humanos relacionados ao HIV e à aids, o evento é promovido pela Sociedade Internacional de Aids (IAS). Nesta edição – primeira realizada na América do Sul – o Ministério da Saúde (MS) será apoiador da iniciativa, que também contará com a parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia).

O Brasil possui trajetória reconhecida internacionalmente no enfrentamento ao HIV e à aids, baseada no compromisso com evidências científicas e no respeito à dignidade humana. A conferência reunirá pessoas vivendo com HIV ou aids, pesquisadores, gestores, formuladores de políticas públicas, representantes de movimentos sociais e demais atores envolvidos na resposta à infecção e à doença. Com o tema “Repensar. Reconstruir. Avançar”, terá formato híbrido, possibilitando a participação presencial e virtual, em um contexto marcado por desafios globais, como a atual crise de financiamento e os cortes em programas de HIV em diversos países.

A programação inclui conferências, mesas-redondas, sessões científicas e a apresentações de pesquisas e experiências nacionais e internacionais. Pessoas interessadas podem submeter resumos, propostas de exposições, eventos satélite, oficinas e atividades de pré-conferência até o dia 27 de janeiro. As submissões e inscrições devem ser realizadas no site oficial do evento, com possibilidade de desconto até o dia 11 de fevereiro.

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Segundo a secretária de vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), Mariângela Simão, o Brasil consolidou, ao longo de décadas, uma política pública robusta, sustentada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que garante acesso universal e gratuito à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento do HIV e da aids. “Asseguramos a terapia antirretroviral ainda nos anos 1990, adotamos o tratamento para todas as pessoas vivendo com HIV em 2013 e, recentemente, alcançamos a eliminação da transmissão vertical do HIV. Esses resultados demonstram que investir em vigilância, cuidado integral e equidade salva vidas. Sediar a maior conferência mundial sobre o tema reafirma o compromisso do Brasil com a ciência, os direitos humanos e o fortalecimento do SUS”, declarou.

Para a presidente da IAS, Beatriz Grinsztejn, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em IST, HIV/Aids do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), a realização da conferência no Brasil dará visibilidade às especificidades da epidemia na América Latina, região que ainda registra aumento de novas infecções, em contraste com a tendência global de queda. “A resposta brasileira, fundamentada nos direitos humanos, no acesso universal ao tratamento e à prevenção e no forte engajamento comunitário, oferece um cenário estratégico para fortalecer a resposta ao HIV no país, na região e no mundo”, disse.

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O diretor do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde e co-presidente da Comissão Organizadora da Aids 2026, Draurio Barreira, destaca que sediar a conferência representa o reconhecimento dos avanços alcançados pelo país ao longo de quatro décadas de enfrentamento à epidemia. “Será uma honra, uma oportunidade de compartilhar a experiência brasileira e de fortalecer a resposta internacional, em parceria com o SUS e com a sociedade civil”, afirmou.

Na avaliação do vice-presidente da Abia, Veriano Terto, a iniciativa será um espaço estratégico para o debate de soluções para os desafios que ainda dificultam o controle da aids, especialmente as desigualdades e iniquidades entre países. Ele ressalta a importância da articulação entre ciência e comunidade para a produção de conhecimento e o desenvolvimento de respostas eficazes.

A 26ª edição da conferência abordará, ainda, desafios específicos da América Latina. Embora a região tenha ampliado o acesso ao tratamento e reduzido as mortes relacionadas à aids, alguns países registram aumento da mortalidade entre mulheres. Enquanto o cenário global aponta queda nas novas infecções por HIV, a América Latina apresentou crescimento recente, reforçando a necessidade de ações integradas de prevenção, cuidado e enfrentamento ao estigma e à discriminação.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde protocola na Conitec pedido de análise para incorporação de canetas emagrecedoras no SUS

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O Ministério da Saúde protocolou, nesta quinta-feira (24), na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), pedido de análise para a incorporação ao SUS das chamadas canetas emagrecedoras (GLP-1). A medida representa mais um passo da pasta, que, desde 2025, articula com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a mobilização de empresas nacionais e internacionais interessadas em registrar análogos de GLP-1, além de incentivar estudos sobre eficácia.

Em ofício encaminhado à Conitec, a proposta prevê a avaliação da oferta desses medicamentos para o tratamento de pacientes com obesidade. Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da condição no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024, aumentando a necessidade de acompanhamento e tratamento por longos períodos, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos do sistema de saúde.

O Ministério da Saúde destaca que a iniciativa tem respaldo na primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso, em escala populacional, de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no final de 2025. A medida é complementar às estratégias já adotadas pelas políticas vigentes.

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A OMS enfatiza a importância do acesso equitativo às terapias com GLP-1 e da preparação dos sistemas de saúde para seu uso. A organização entende que sem políticas deliberadas, o acesso a essas terapias pode exacerbar as disparidades de saúde existentes. E apela para ações urgentes em relação à produção, à acessibilidade e à prontidão dos sistemas de saúde globais.

O documento entregue pelo Ministério da Saúde também aponta redução de 70% nos preços desses produtos no Brasil em menos de um ano, com a ampliação da concorrência. Nesse contexto, a pasta solicita que a Conitec avalie a incorporação ao SUS de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente.

Até o momento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026, fruto direto da estratégia de fomento do Ministério e da Anvisa, incluindo versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos. E novos registros ainda são esperados. A ampliação da concorrência fez do Brasil o país com a maior variedade do produto no mundo e derrubou os preços no varejo. 

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Estudos em andamento

O Ministério da Saúde, por meio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), também conduz estudos que avaliam o uso desse tipo de medicamento em pacientes do SUS com obesidade.

A eventual incorporação ao SUS deverá estabelecer os critérios clínicos para acesso ao tratamento, concentrando a utilização nos pacientes em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde e reduzir complicações ou a necessidade de procedimentos de maior complexidade.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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