Saúde

Em Brasília, países da América Latina e Caribe se comprometem a avançar na prevenção da gravidez na adolescência

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O Ministério da Saúde do Brasil, representantes de 13 governos, organismos internacionais e especialistas em saúde sexual e reprodutiva e direitos das mulheres estão reunidos em Brasília para um encontro de alto nível sobre a prevenção da gravidez na adolescência. O evento “Futuro Sustentável – Prevenção da Gravidez na Adolescência na América Latina e Caribe” teve sua abertura oficial hoje (21), com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de representantes das agências das Nações Unidas que co-realizam o evento: a representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Florbela Fernandes, o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) no Brasil, Cristian Morales, e o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Joaquin Gonzalez-Aleman.

No encontro em Brasília, os países têm reafirmado seu compromisso com a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e jovens, a educação sexual integral e o acesso equitativo a métodos contraceptivos modernos. A reunião também marca um passo estratégico no fortalecimento da cooperação intersetorial e regional, garantindo que todas as meninas possam exercer plenamente seus direitos e construir um futuro sustentável, com igualdade e oportunidades.

“Precisamos garantir que o tema da saúde integral da mulher e da gravidez na adolescência esteja nas mais altas instâncias do governo. É essencial pensar novas formas de cuidado que atendam as adolescentes e assegurem o acesso gratuito, pelos sistemas públicos de saúde, às tecnologias mais avançadas de prevenção e tratamento. Enfrentar a gravidez na adolescência é também enfrentar as desigualdades de gênero e raciais que marcam nossa região. Unidos, como América Latina, temos força e diversidade para construir políticas públicas mais potentes e transformadoras.”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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A Representante do UNFPA Brasil e Diretora de País para o Uruguai e Paraguai, Florbela Fernandes, reafirmou a importância do tema: Não haverá desenvolvimento sustentável enquanto os sonhos das meninas forem interrompidos por gravidezes não intencionais. É hora de colocar a gravidez na adolescência no centro das agendas nacionais, transformar compromissos em ações mensuráveis e mobilizar recursos e alianças para gerar impacto real.”

Embora a região tenha registrado avanços significativos, a América Latina e o Caribe ainda ocupam o segundo lugar mundial em taxas de fecundidade adolescente, atrás apenas da África Subsaariana. Segundo estimativas recentes das Nações Unidas, a taxa regional caiu de 65,3 nascimentos por mil adolescentes (15–19 anos) em 2015 para 50,6 em 2024. Ainda assim, esses índices permanecem muito acima da média global (39 por mil).

O fenômeno afeta desproporcionalmente adolescentes em situação de pobreza, indígenas, afrodescendentes e moradoras de áreas rurais, refletindo desigualdades estruturais de gênero e etnico-raciais, educação e renda.

“Para enfrentar esses números, a cooperação entre os países da América Latina se faz essencial, ao compartilharem boas práticas para enfrentar a gravidez na adolescência de maneira intersetorial e escutando as próprias crianças e adolescentes. Afinal, não podemos enfrentar o cenário de gravidez na adolescência na região sem construir soluções com aqueles diretamente afetados. As nações aqui presentes, inclusive o Brasil, podem estar certos do apoio do UNICEF para fazer valer os compromissos assumidos”, disse Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do UNICEF no Brasil.

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O representante da OPAS e da OMS no Brasil, Cristian Morales destacou que embora a região das Américas tenha avançado na saúde das mulheres, crianças e adolescentes, ainda há profundas desigualdades e os grupos em situações de vulnerabilidade seguem sendo os mais afetados. “A redução da gravidez na adolescência exige metas claras, financiamento adequado, educação integral em saúde sexual e reprodutiva e uma resposta multissetorial centrada na equidade e na justiça reprodutiva. Sem enfrentar o racismo, a discriminação e a violência de gênero, não haverá acesso pleno aos direitos e à saúde para nossas meninas e nossos meninos”.

Ministério da Saúde,
com informações da Unicef

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Nova fase da Operação Gota beneficia 20 comunidades indígenas na Amazônia

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A partir do próximo domingo (30), o Ministério da Saúde inicia uma nova fase da Operação Gota para beneficiar 20 aldeias indígenas na Amazônia Legal. A ação amplia o acesso à vacinação para comunidades remotas, onde as condições geográficas e de transporte demandam uma logística 100% via aérea para o deslocamento das equipes de saúde. 

A operação segue até o dia 6 de setembro e contempla as comunidades atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. A população terá acesso à todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A Operação Gota é uma ação integrada entre as Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, e a Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa.

A ação também será realizada em comunidades indígenas do Médio Rio Purus, com atividades previstas entre os dias 10 e 20 de setembro. No primeiro semestre deste ano, também foram atendidos os territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. Nesses três territórios, foram visitadas 112 aldeias, aplicadas 13 mil doses e vacinados mais de 8 mil indígenas.

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Planejamento das ações

Antes das missões, os DSEI realizam o levantamento das comunidades com maior dificuldade de acesso e identificam as pessoas que deverão ser atendidas. Também são definidos os quantitativos de vacinas, insumos e demais recursos necessários para a realização das atividades. Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde durante as missões, conforme as necessidades identificadas em cada território. Entre as atividades, estão assistência médica, avaliação e acompanhamento nutricional e outras ações de atenção à saúde.

Sobre a Operação Gota

A Operação Gota (OG) é uma estratégia interministerial iniciada em 1989 e coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1992, com o objetivo de assegurar o acesso à vacinação em regiões remotas da Amazônia Legal.

Em 1996, a estratégia foi incorporada ao escopo técnico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), consolidando-se como importante instrumento para a promoção da equidade no acesso aos imunobiológicos e para o fortalecimento das ações de vacinação em territórios de maior vulnerabilidade geográfica e social.

Leidiane Souza
Rayane Bueno

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Fonte: Ministério da Saúde

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