Saúde

Qualificação aborda enfrentamento à desinformação em saúde durante período eleitoral

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A Consultoria Jurídica da Advocacia-Geral da União (Conjur/AGU) no Ministério da Saúde realiza, nesta quinta-feira (24), às 14h30, por meio do canal do DataSUS no YouTube e da plataforma Teams, a “Capacitação em Saúde e Informação: estratégia de enfrentamento à desinformação no período eleitoral”. O encontro é aberto ao público e tem como objetivo orientar sobre como identificar e combater situações de desinformação relacionadas à saúde durante o período eleitoral, quando existem regras específicas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a atuação da administração pública e de seus agentes.

O chamado período de defeso eleitoral, em 2026, iniciou em 4 de julho e segue até 4 de outubro ou 25 de outubro, em caso de segundo turno. Nessa fase, a comunicação dos órgãos públicos precisa observar as regras estabelecidas pelo TSE para evitar que ações institucionais sejam utilizadas de forma indevida na disputa eleitoral. Os agentes públicos também precisam estar atentos a situações que, em outros momentos, poderiam receber uma resposta padrão, mas que durante o defeso eleitoral, precisam ser analisadas sob uma perspectiva jurídica específica.

A qualificação busca explicar, de forma prática, como as atuações do Ministério da Saúde, da Conjur/AGU e da Procuradoria Nacional da Defesa da Democracia (PNDD) podem contribuir para o enfrentamento de conteúdos falsos ou enganosos sobre saúde, respeitando, ao mesmo tempo, a liberdade de expressão e as normas eleitorais.

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Programação

A programação será dividida em quatro módulos que oferecerão aos participantes ferramentas para reconhecer conteúdos de desinformação e compreender os caminhos adequados para seu tratamento, fortalecendo uma atuação institucional responsável, juridicamente segura e comprometida com o acesso da população a informações confiáveis sobre saúde.

O primeiro módulo apresentará as principais regras e restrições do período eleitoral, além dos limites entre desinformação e liberdade de expressão. Também serão abordadas a legislação eleitoral, as novas regras do TSE para o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026 e decisões judiciais sobre o tema. A exposição será conduzida pela consultora da Conjur Ana Paula Barbejat.

Na segunda parte, a também consultora da Conjur Renata Costa Sabóia Coelho orientará sobre como identificar casos relacionados ao processo eleitoral, preservar provas e definir os encaminhamentos adequados. O módulo também tratará dos limites da comunicação institucional do Ministério da Saúde e apresentará casos práticos para discussão.

A terceira etapa abordará a atuação da Procuradoria Nacional da Defesa da Democracia (PNDD). O advogado geral da união, Guilherme Cintra Guimarães, explicará as atribuições da área, o fluxo de tramitação dos casos e a articulação com o Ministério Público Eleitoral (MPE), a partir de situações concretas.

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Por fim, o também advogado geral da União, Amaro Bandeira de Araujo Junior, abordará o enfrentamento da desinformação em saúde nas redes sociais, com foco no papel das áreas técnicas, na responsabilidade das plataformas digitais e nas possibilidades de atuação consensual para combater conteúdos desinformativos.

Atuação da Consultoria Jurídica no Ministério da Saúde

A Conjur/MS tem entre suas principais atribuições a análise jurídica de temas relacionados às atividades do Ministério, contribuindo para que políticas, ações e decisões da pasta estejam de acordo com a Constituição, as leis e demais normas que integram o ordenamento jurídico brasileiro. A Conjur também atua em conjunto com as áreas técnicas do Ministério da Saúde na elaboração de propostas de atos normativos.

No enfrentamento à desinformação em saúde, essa atuação jurídica ganha uma dimensão específica durante o período eleitoral. A análise dos casos precisa considerar não apenas os efeitos que a circulação de informações falsas ou enganosas pode produzir sobre a população, mas também as regras que estabelecem como os órgãos públicos e seus agentes devem se comunicar durante o processo eleitoral.

Jaciara França
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde apresenta modelo de atenção à saúde indígena no México

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Em agenda oficial na Cidade do México, a comitiva do Ministério da Saúde compartilhou a experiência do Brasil na gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). O encontro acontece na mesma semana em que a política pública voltada à saúde dos povos indígenas completa 27 anos. No Brasil, o subsistema integrado ao Sistema Único de Saúde (SUS) atende a mais de 821 mil indígenas, em todas as cinco regiões do país.

A Secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, esteve à frente da apresentação do tema durante reunião com representantes do governo mexicano. Segundo ela, o SasiSUS possui princípios que promovem a escuta ativa, fomentam o diálogo e a participação direta dos povos indígenas nas decisões.

“O acesso à saúde é um direito de todos e o Brasil construiu um subsistema que realmente prioriza e valoriza a história dos povos indígenas, e é por isso que nossas experiências interessam a outras nações. O SasiSUS é mais do que uma política de Estado; esse modelo fortalece a saúde com equidade, promove a cidadania e o controle social, com respeito às especificidades, às culturas e aos saberes tradicionais”, ressaltou.

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O diálogo entre representantes do Brasil e do México também abordou temas como medicina tradicional indígena, participação de parteiras nos sistemas de saúde, direitos humanos, formação de especialistas e interculturalidade. O intercâmbio de conhecimentos sobre desafios e experiências amplia as possibilidades futuras de cooperação técnica entre os países.

Como funciona o SasiSUS

Criado em 23 de setembro de 1999, o SasiSUS conta com 34 Distritos Especiais de Saúde Indígena (DSEI), que estão distribuídos em todo o território nacional. Esse modelo promove a atenção integral à saúde de forma intercultural e alinha a medicina contemporânea com os saberes tradicionais. Dentro das aldeias, as Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) são o ponto inicial de atenção primária para os povos indígenas.

A rede de assistência ligada ao subsistema também contempla o suporte de polos-base, localizados em aldeias estratégicas e possuem a função de organizar os fluxos de atendimentos, além de prestar apoio administrativo e assistencial para as equipes de saúde. Quando são necessários serviços especializados ou de média e alta complexidade, os usuários indígenas são encaminhados para as unidades de média e alta complexidade do SUS. Enquanto recebem atendimento nos centros urbanos, os pacientes indígenas e seus acompanhantes são acolhidos pelas Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) até o retorno às suas aldeias de origem.

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Ao todo, são 1.211 UBSI, 388 polos-base e 70 Casai. Os atendimentos no SasiSUS são realizados por equipes multidisciplinares de saúde indígena, compostas por médicos, enfermeiros, dentistas, técnicos, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais. Também há atuação de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e de Saneamento (AISAN), que promovem a ponte linguística e cultural entre os povos e os demais profissionais de saúde.

Rayane Bueno
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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