Mulher

Uma empresa de saúde verde cuida da vida e do planeta

Publicado em

Uma empresa de saúde verde cuida da vida e do planeta

Dra. Natasha Slhessarenko

Estamos na Semana do Meio Ambiente e por isso vamos falar aqui sobre a importância das instituições de saúde adotarem medidas de sustentabilidade que a tornem uma empresa verde. A sustentabilidade no setor de saúde não é apenas uma tendência, mas uma necessidade urgente.

Empresas de saúde sustentáveis desempenham um papel vital na proteção do meio ambiente, na promoção da saúde pública, na geração de benefícios econômicos e na construção de uma sociedade mais justa e equitativa. Adotar práticas sustentáveis é uma oportunidade para as empresas de saúde lideram pelo exemplo, inovarem e contribuírem para um futuro mais sustentável para todos.

Primeiramente, a empresa deve ser projetada para adotar uma construção verde, sustentável e ser concebida para práticas de cuidados sustentáveis.

Entre as principais áreas de sustentabilidade no setor da saúde, destacamos a eficiência energética, uso de energia renovável e o cuidado com o desprezo dos resíduos biológicos.
Instalações de saúde consomem grandes quantidades de energia. Implementar tecnologias de eficiência energética e usar fontes de energia renovável reduz as emissões de carbono e diminui a pegada ecológica. Daí a importância da aquisição de equipamentos (do ar condicionado à ressonância magnética) com baixo consumo de energia, do uso de lâmpadas LED, instalação de painéis solares e outras fontes de energia limpa para diminuir a dependência de combustíveis fósseis. Além disso, espaços com entrada de luz natural, ajudam a reduzir o consumo de energia e torna os ambientes mais acolhedores e humanizados.

Leia Também:  "Fábio Garcia é minha escolha e terá o meu apoio”, afirma Virginia Mendes em resposta à postagem de Gabriel Guilherme

A gestão de resíduos, sólidos e efluentes, nas empresas de saúde, são fundamentais neste processo. Isso inclui a redução da produção de resíduos biológicos bem como o descarte seguro destes. Empresas de saúde geram uma quantidade significativa de resíduos perigosos, incluindo materiais biológicos, químicos e radioativos. Práticas sustentáveis focam na redução e descarte adequado destes materiais. Alinhada às práticas sustentáveis, a reutilização, reaproveitamento e reciclagem dos outros tipos de resíduos gerados (papel, plástico, metal, vidro e orgânico) também contribuem para minimizar o impacto ambiental. O tratamento do efluente com uso de filtro anaeróbico, fossa séptica, biodigestor e cloração participam deste processo.

Destaca-se a adoção de práticas de produção mais eficientes e reengenharia de processos para reduzir o desperdício de materiais, além da implementação de políticas de desperdício de resíduos orgânicos e de outros recursos.

Fundamental, ainda, priorizar a aquisição de produtos que tenham menor impacto ambiental, sejam biodegradáveis, recicláveis ou feitos de materiais reciclados.

Outro ponto fundamental é o uso racional de resíduos hídricos. A conservação e o uso eficiente da água são cruciais, especialmente em áreas onde a escassez de água é uma preocupação. Práticas como a reciclagem de água e o uso de sistemas de baixo consumo ajudam a conservar esse recurso vital.

Seguimos pontuando sobre a importância da adoção de tecnologias que reduzam o impacto ambiental, como software de gestão de energia, equipamentos de produção eficientes, lâmpadas e elevadores inteligentes, dentre outros.

E para além disso, manter uma comunicação aberta e transparente com todas as partes interessadas sobre os esforços de sustentabilidade da empresa, educando e envolvendo os colaboradores, terceirizados e levando informações para a sociedade por meio de ações sociais e educativas.

Leia Também:  Plantio da Safra 2024/25 de Soja em Rio Verde (GO) Avança Rápido e Supera 85% da Área Prevista

O que podemos colher de resultados sendo uma empresa de saúde sustentável?

Práticas e ambientes sustentáveis nas empresas de saúde podem reduzir a exposição dos pacientes e colaboradores a produtos químicos tóxicos, biológicos e perfurocortantes, criando ambientes de cuidado mais seguros e saudáveis.

Empresas de saúde sustentáveis devem liderar pelo exemplo, promovendo a saúde e o bem-estar através de programas de educação e iniciativas comunitárias que incentivem hábitos de vida saudáveis.

Na outra ponta, a eficiência energética, redução de desperdícios e outras práticas sustentáveis frequentemente resultam em economias significativas para as empresas de saúde. Essas economias podem ser reinvestidas em melhorias de cuidados, inovação e infraestrutura.

A sustentabilidade no setor da saúde é uma abordagem essencial para garantir a longevidade e a eficácia das instituições de saúde enquanto se protege o meio ambiente e se promove a saúde pública. Ao adotar práticas sustentáveis, as organizações de saúde podem não só melhorar a qualidade do atendimento, mas também contribuir significativamente para um futuro mais sustentável e saudável para todos.

Empresas de saúde que adotam práticas sustentáveis estão posicionadas para liderar a transição para um futuro mais saudável e equilibrado, ao mesmo tempo em que proporcionam melhores cuidados e resultados para os pacientes.

É impossível dissociar saúde e meio ambiente. Uma empresa de saúde verde cuida da vida e do planeta.
Dra. Natasha Slhessarenko é pediatra e patologista, professora da UFMT e fundadora da Clínica Vida Diagnóstico e Saúde, em Várzea Grande (MT)

Advertisement

Mulher

Após declarações polêmicas, Margareth dispara: “Relativizar o assassinato de mulheres pelo nome ou ideologia é um desrespeito à triste realidade do País”

Autora da lei que tornou o feminicídio crime autônomo e elevou a pena para até 40 anos, ex-senadora reage às declarações de Odílio Balbinotti e Antônio Galvan

Published

on

“Feminicídio não é invenção da esquerda. Feminicídio é uma realidade que mata mulheres. Tentar transformar isso em uma discussão ideológica é desconhecer a lei e, principalmente, ignorar o que acontece todos os dias dentro das casas brasileiras.”

A declaração é da ex-senadora Margareth Buzetti ao reagir às recentes manifestações de Odílio Balbinotti Filho e Antônio Galvan sobre o feminicídio.

Balbinotti afirmou que “a esquerda criou o feminicídio” e classificou o crime como “homicídio de mulheres”. Galvan, por sua vez, questionou a diferença entre as penas aplicadas ao feminicídio e a outros homicídios.

Para Margareth, o debate ultrapassa qualquer disputa política.

“Relativizar o feminicídio pelo nome ou pela ideologia é um desrespeito à realidade do País. Enquanto alguns discutem se o crime deveria ou não ter esse nome, mulheres continuam sendo perseguidas, agredidas e assassinadas.”

Margareth é autora da legislação que tornou o feminicídio crime autônomo e elevou a pena para 20 a 40 anos de prisão, além de endurecer outros dispositivos de proteção às mulheres.

Leia Também:  “Virginia Mendes parabeniza a primeira mulher mato-grossense a compor a FIFA”

“Eu não sou de esquerda e nunca precisei ser para defender mulher. Combater o feminicídio não é uma pauta de direita ou de esquerda. É uma questão de vida, responsabilidade e justiça.”

Segundo ela, reconhecer juridicamente o feminicídio não significa atribuir valores diferentes à vida de homens e mulheres, mas compreender a natureza específica de um crime frequentemente precedido por violência doméstica, ameaças, perseguição, controle e agressões.

“Pena sozinha não resolve tudo. Precisamos de prevenção, proteção e estrutura para que a mulher consiga romper o ciclo de violência. Mas alguém realmente acredita que a resposta para quem assassina uma mulher é punir menos?”

Margareth também reforçou que sua posição sobre o tema não surgiu durante o período eleitoral.

“Eu não prometi endurecer a lei contra feminicidas. Eu fui lá e fiz. E faria novamente. Entre relativizar a violência e proteger a vítima, eu sei exatamente de que lado estou.”

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA