Política Nacional

Confúcio pede rigor na criação de cursos em universidades públicas

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Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (31), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) afirmou que o ensino superior brasileiro enfrenta desafios relacionados à evasão e à qualidade na formação. Para ele, embora o país tenha ampliado o acesso à graduação nas últimas décadas, esse avanço ocorreu acompanhado da expansão da educação à distância (EAD) e do crescimento do número de instituições privadas. Isso, segundo ele, exige avaliação criteriosa dos resultados.

— Essa modalidade de ensino vem crescendo muito e é mais barata. Hoje eu vejo aí até alguns cursos, como cursos da área de exatas, como educação à distância. Eu não consigo entender como é que faz veterinária, faz agronomia, faz qualquer curso por educação à distância. Isso nos obriga a fazer uma pergunta essencial: que tipo de formação nós estamos oferecendo? — questionou.

O parlamentar defendeu maior planejamento na criação e manutenção de cursos em universidades públicas, com base na demanda real de estudantes e no aproveitamento das estruturas existentes. Segundo ele, há cursos com baixa adesão e número reduzido de formandos, o que compromete a eficiência do investimento público.

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— Em alguns casos, um professor que poderia estar formando centenas de estudantes ao longo dos anos não consegue formar nem a metade, nem um terço. Os professores das universidades públicas são doutores, são pós-doutores. O investimento altíssimo que o governo faz e aplica nesses professores, às vezes, não tem retorno, não tem correspondência com o alunado presente. Temos que planejar a educação para que se tenha maior proveito, abrir mesmo as portas das universidades para quem quer estudar — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Executivo envia Orçamento de 2027 ao Congresso com mínimo de R$ 1.741

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Salário mínimo de R$ 1.741, inflação de 3,6% e crescimento do produto interno bruto (PIB) de 2,46%. Esses são alguns pontos da proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 enviada pelo Executivo ao Congresso Nacional na tarde desta segunda-feira (31) — último dia do prazo para envio do Orçamento ao Legislativo.

O aumento previsto de R$ 120 no valor do salário mínimo (hoje R$ 1.621) representa uma alta de aproximadamente 7,4% no valor nominal. O índice representa um ganho de 2,3% acima da inflação projetada para este ano.

O documento ainda apresenta as expectativas de arrecadação e a fixação de quanto o governo vai gastar em cada área. Conforme o texto, o Executivo prevê taxa básica de juros (Selic) em 12,53% e câmbio médio de R$ 5,22 para o dólar. Já o superávit primário, que é a diferença entre o que o governo arrecada e o que gasta, deve ficar em R$ 18,6 bilhões, valor que representa pouco mais de 0,1% do PIB.

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Tramitação

Pela Constituição, a Lei Orçamentária Anual, que trata do Orçamento, deve ser entregue pelo Poder Executivo até 31 de agosto de cada ano, com a previsão de ser aprovada até dezembro. 

A proposta do Executivo para a Lei Orçamentária Anual de 2027 será examinada inicialmente pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Depois, a matéria será apreciada pelo Congresso Nacional e seguirá para sanção do presidente Lula.

O Congresso ainda precisa votar o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO – PLN 2/2026). A matéria deveria ter sido votada até o dia 17 de julho. Como não houve a votação, a tendência é que o texto seja analisado agora neste segundo semestre.

Receitas e despesas

A LOA é o documento que estima receitas e fixa as despesas públicas para o ano seguinte. A lei busca garantir que o dinheiro arrecadado dos cidadãos seja aplicado de forma clara, planejada e responsável.

Em outras palavras, determina a verba que será aplicada em áreas cruciais como saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura. Embora a iniciativa seja do Executivo, os parlamentares podem inserir mudanças no texto.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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