Saúde

Ministério da Saúde já entregou 50 ambulâncias do SAMU para atendimento emergencial às vítimas das chuvas na Zona da Mata

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Como parte da resposta emergencial do Governo do Brasil às enchentes que atingiram municípios da Zona da Mata mineira, o Ministério da Saúde entregou neste domingo (1º), em Juiz de Fora (MG), 50 novas ambulâncias do SAMU para ampliar o atendimento do SUS às vítimas atingidas pelas fortes chuvas da última semana. A ação integra o conjunto de medidas do Governo do Brasil para mitigar os impactos da tragédia climática e garantir assistência imediata a toda a população afetada.

Para ampliar a capacidade de resposta do SUSos veículos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram destinados a 33 municípios, entre os quais aqueles mais impactados pelas enchentes: Juiz de Fora, que recebeu nove ambulâncias; Ubá, três; e Matias Barbosa, uma. 

Em Juiz de Fora (MG), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a prioridade é garantir que nenhuma família fique desassistida. “Estamos antecipando a entrega de 50 ambulâncias que só chegariam daqui a dois ou três meses. Essa é uma ação concreta para fortalecer o SAMU e garantir que a população tenha atendimento rápido e digno neste momento difícil”, declarou. 

Padilha também ressaltou o papel do SUS diante dos efeitos crescentes das mudanças climáticas. “A crise climática é, acima de tudo, uma crise de saúde pública. Ela destrói unidades, pressiona hospitais e expõe famílias a novos riscos. Por isso, o SUS precisa estar preparado com equipes, equipamentos e estrutura, para proteger a população quando ela mais precisa, afirmou. 

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As novas ambulâncias são equipadas com ventiladores mecânicos, desfibriladores, oxímetros e bombas de infusão, permitindo atendimento mais qualificado e seguro. 

Resposta imediata para a população mineira 

chegada dos veículos do SAMacontece um dia após a visita do presidente Lula e do ministro Padilha que, nesse sábado (28), estiveram pessoalmente nas regiões afetadas. No local, anunciaram um pacote de ações emergenciais. Entre as iniciativas já em execução, o Ministério da Saúde destinou R$ 16,4 milhões para reforçar a assistência à saúde na região.  

Também foram enviados kits com mais de 30 tipos de medicamentos e insumos  entre antibióticos, analgésicos, anti-hipertensivos e soluções injetáveis, ataduras, gaze, dispositivos de infusão, seringas, luvas e máscaras  capazes de atender até 15 mil pessoas, além de reforço na vacinação contra hepatite, tétano e outras doenças associadas a situações de enchentes.  

Outra medida emergencial foi a distribuição de 318 mil fraldas, entre pediátricas e geriátricas, destinadas a famílias que perderam seus pertences. 

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Carretas especializadas e unidades móveis da Atenção Primária 

Uma carreta do programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasil, já está em Juiz de Fora. Equipada com tomógrafo e ultrassom, a unidade móvel conta equipe multiprofissional para realizar até 50 exames por dia. Além disso, o Ministério da Saúde está instalando outras unidades móveis de Atenção Primária para substituir temporariamente as unidades básicas destruídas.  

Equipes da Força Nacional do SUS (FN-SUS) permanecem na região prestando atendimento, inclusive psicológico, às famílias afetadas. 

Farmácia Popular facilita acesso a medicamentos após enchentes 

Ministério da Saúde também flexibilizou o acesso ao Farmácia Popular em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. A partir desta segunda-feira (2), as pessoas que perderam documentos ou receitas poderão retirar medicamentos gratuitamente sem a apresentação desses itens. Também será possível repor remédios perdidos nas enchentes sem a necessidade de aguardar o prazo mínimo entre retiradas. 

Edjalma Borges 
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Nova fase da Operação Gota beneficia 20 comunidades indígenas na Amazônia

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A partir do próximo domingo (30), o Ministério da Saúde inicia uma nova fase da Operação Gota para beneficiar 20 aldeias indígenas na Amazônia Legal. A ação amplia o acesso à vacinação para comunidades remotas, onde as condições geográficas e de transporte demandam uma logística 100% via aérea para o deslocamento das equipes de saúde. 

A operação segue até o dia 6 de setembro e contempla as comunidades atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Amapá e Norte do Pará. A população terá acesso à todas as vacinas disponíveis no Calendário Nacional de Vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). A Operação Gota é uma ação integrada entre as Secretarias de Saúde Indígena (Sesai) e de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), do Ministério da Saúde, e a Força Aérea Brasileira (FAB), do Ministério da Defesa.

A ação também será realizada em comunidades indígenas do Médio Rio Purus, com atividades previstas entre os dias 10 e 20 de setembro. No primeiro semestre deste ano, também foram atendidos os territórios do Alto Rio Negro, Alto Rio Juruá e Vale do Javari. Nesses três territórios, foram visitadas 112 aldeias, aplicadas 13 mil doses e vacinados mais de 8 mil indígenas.

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Planejamento das ações

Antes das missões, os DSEI realizam o levantamento das comunidades com maior dificuldade de acesso e identificam as pessoas que deverão ser atendidas. Também são definidos os quantitativos de vacinas, insumos e demais recursos necessários para a realização das atividades. Além da vacinação, as equipes podem realizar outros atendimentos de saúde durante as missões, conforme as necessidades identificadas em cada território. Entre as atividades, estão assistência médica, avaliação e acompanhamento nutricional e outras ações de atenção à saúde.

Sobre a Operação Gota

A Operação Gota (OG) é uma estratégia interministerial iniciada em 1989 e coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1992, com o objetivo de assegurar o acesso à vacinação em regiões remotas da Amazônia Legal.

Em 1996, a estratégia foi incorporada ao escopo técnico do Programa Nacional de Imunizações (PNI), consolidando-se como importante instrumento para a promoção da equidade no acesso aos imunobiológicos e para o fortalecimento das ações de vacinação em territórios de maior vulnerabilidade geográfica e social.

Leidiane Souza
Rayane Bueno

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Fonte: Ministério da Saúde

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